Agricultura

Banco Mundial anuncia 500 milhões de dólares para projecto de agro-negócio em Moçambique

O Banco Mundial acaba de anunciar um apoio financeiro de 500 milhões de dólares para impulsionar a transformação do sector agrário em Moçambique. Este investimento, que se estenderá por uma década até 2036, visa fortalecer a plataforma AgriConnect, um projecto ambicioso para o desenvolvimento do agro-negócio no país.

A plataforma AgriConnect, que será operacionalizada com este financiamento, tem como objectivo principal dinamizar cadeias de valor prioritárias, aumentar a produtividade e facilitar o acesso ao financiamento para pequenos agricultores, mulheres e jovens. Este apoio insere-se no Programa de Desenvolvimento das Cadeias de Valor do Agro-negócio em Moçambique (MozAgriBiz), que está em fase de preparação.

Um Impulso para a Economia Rural

Fily Sissoko, director do Banco Mundial para Moçambique e região, explicou durante o lançamento da iniciativa em Maputo que o financiamento pretende mobilizar recursos, alinhar investimentos públicos e atrair capital privado. A atenção especial será dada aos pequenos produtores, que representam a esmagadora maioria (cerca de 98%) do sector agrícola moçambicano.

O sector agrário é a espinha dorsal da economia nacional, contribuindo com aproximadamente 26% para o Produto Interno Bruto (PIB) e empregando perto de 70% da população. Sissoko sublinhou ainda que o agro-negócio tem um potencial enorme para absorver uma parte significativa dos cerca de 500 mil jovens que anualmente entram no mercado de trabalho, num contexto de escassez de empregos formais.

Visão Estratégica para o Futuro

Por sua vez, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, destacou a importância da AgriConnect como um instrumento estratégico. A plataforma deverá promover o emprego digno, com foco em mulheres e jovens, e consolidar a segurança alimentar e nutricional em Moçambique.

A AgriConnect focará em cadeias de valor com alto potencial de rendimento, como banana, açúcar, algodão e castanha de caju. Paralelamente, procurará dinamizar fileiras estratégicas emergentes que Moçambique ainda importa, como arroz, milho, feijão e tilápia, visando a autossuficiência.

O objectivo final, segundo o Ministro Albino, é construir uma base agrícola sustentável e resiliente. Isso inclui garantir a produção de alimentos suficientes, nutritivos e acessíveis, fortalecer o sistema nacional de sementes, expandir a extensão rural com foco empresarial e investir em sistemas de irrigação e reservas de água sustentáveis. Para isso, será crucial criar instrumentos financeiros que se ajustem à realidade dos produtores moçambicanos.

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