Sociedade

Tzu Chi consolida investimento de 108 milhões de dólares e supera metas de reconstrução em Sofala

A Fundação Tzu Chi, uma organização humanitária internacional, anunciou um investimento robusto de 108 milhões de dólares em Moçambique, superando as metas de reconstrução na província de Sofala. Este esforço é uma resposta direta à devastação causada pelo ciclone Idai, com a fundação a destacar a conclusão de várias infraestruturas essenciais, focando-se na educação e habitação.

Investimento e Metodologia

O investimento global da Tzu Chi, que inicialmente estava orçado em 70 milhões de dólares, foi expandido para 108 milhões. Esta expansão deveu-se aos desafios adicionais impostos pela pandemia da COVID-19 e pela instabilidade económica internacional. Todos os fundos provêm de donativos de voluntários de 55 países, sem qualquer apoio governamental. A fundação segue o rigoroso critério internacional “Build Back Better” (Reconstruir Melhor), garantindo que todas as suas construções sejam capazes de suportar ciclones de categoria 4.

Educação: Um Pilar Fundamental

A área da educação foi um dos grandes sucessos da Tzu Chi. Das 23 escolas previstas no plano de reconstrução, 17 já foram concluídas e estão em pleno funcionamento. Entre elas, destaca-se a Escola Secundária de Mafambisse, que é agora a maior do país. Após a inauguração de 10 estabelecimentos em Setembro, mais três escolas serão entregues ao Governo em Janeiro de 2026, abrindo novas vagas para o próximo ano lectivo.

Para o ano de 2026, a agenda da fundação é igualmente ambiciosa. Está prevista a construção da futura Escola Internacional de Tzu Chi, nas Mahotas, com capacidade para 700 alunos, e o complexo de Ndlavela, que vai incluir duas escolas com um total de 72 salas de aula. A Escola 25 de Setembro, no Dondo, também faz parte dos planos.

Habitação: Dignidade e Resiliência

No sector habitacional, a Tzu Chi também fez um trabalho notável, ultrapassando a meta simbólica das 3.000 casas e construindo um total de 3.182 unidades habitacionais resilientes. Em Setembro, 840 casas foram entregues numa cerimónia que contou com a presença do Chefe de Estado. Em Janeiro, a fundação vai concluir a entrega das restantes unidades em Guara-guara e das 480 habitações do projeto do centro de reassentamento de Ndenja.

Saúde e Compromisso Social Duradouro

Na saúde, o progresso é visível com a construção de uma nova clínica na Ponta-Gêa, na Beira. Além das infraestruturas, a fundação investe no capital humano, mantendo um programa contínuo de bolsas de estudo que envia anualmente médicos e estudantes moçambicanos para formação especializada na Ásia.

Dino Foi, Presidente da Fundação Tzu Chi em Moçambique, enfatizou que a responsabilidade não termina com a entrega das obras. “Nós construímos infra-estruturas do Estado e a nossa parte é entregar, mas a gestão é fundamental”, afirmou. Para assegurar a sustentabilidade e a preservação do património público, a fundação submeteu ao Ministério da Educação uma proposta para implementar conteúdos de educação cívica e moral. O objetivo é incutir nas novas gerações valores de solidariedade, compaixão e a importância de cuidar dos bens públicos.

Perspetivas Futuras

A Fundação Tzu Chi prevê concluir este ciclo atual de reconstrução no primeiro trimestre de 2027. Até lá, a organização continuará a operar sob os seus quatro pilares mestres: caridade, educação, saúde e cultura humanística, contribuindo significativamente para a transformação da paisagem e do futuro das comunidades moçambicanas afetadas por desastres naturais.

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