Nampula: Hortas Caseiras Essenciais Contra Insegurança Alimentar

O Secretário de Estado na Província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, sublinhou a urgência de fortalecer a produção alimentar familiar através da implementação de hortas caseiras. Esta prática é vista como uma estratégia crucial no combate à insegurança alimentar e nutricional que afeta milhares de agregados familiares moçambicanos.
A defesa desta iniciativa surge num cenário desafiador para o país, marcado pelas alterações climáticas, a irregularidade das chuvas, a escalada do custo de vida e a complexidade no acesso a alimentos nutritivos, especialmente em áreas urbanas e periurbanas.
Segundo Plácido Nerino Pereira, as hortas familiares representam uma alternativa viável para assegurar a disponibilidade contínua de produtos agrícolas essenciais. Esta abordagem não só contribui para a melhoria da dieta alimentar, mas também para a significativa redução das despesas domésticas. “É possível combater a insegurança alimentar e nutricional através das hortas caseiras. Cada família pode produzir parte dos alimentos que consome, melhorando a sua alimentação e fortalecendo a sua segurança alimentar”, frisou.
O Exemplo do Dirigente e o Impacto Comunitário
Numa demonstração prática do seu empenho, o Secretário de Estado partilhou que mantém uma horta na sua própria residência. Esta experiência serve como um exemplo tangível da viabilidade e dos múltiplos benefícios desta prática. “Eu próprio já tenho uma horta na minha residência. É uma forma de mostrar que esta iniciativa pode ser implementada por qualquer cidadão, independentemente do espaço disponível”, salientou.
Especialistas em desenvolvimento rural corroboram que as hortas caseiras podem ter um papel vital na promoção da segurança alimentar, particularmente quando as famílias buscam meios para complementar a sua alimentação e diminuir a dependência dos mercados. A aposta em culturas de ciclo curto, como alface, couve, tomate, cebola e cenoura, é destacada como uma forma eficiente de aumentar o acesso a alimentos frescos e ricos em nutrientes, ao mesmo tempo que promove a educação alimentar e hábitos de consumo mais saudáveis.
Fontes do sector agrário em Nampula enfatizam que o êxito desta estratégia depende também da expansão de programas de assistência técnica, da distribuição de sementes melhoradas e de campanhas de sensibilização comunitária. Estes esforços são cruciais para garantir que mais famílias tenham o conhecimento necessário para iniciar e manter as suas hortas. “A segurança alimentar começa dentro de casa. Quando as famílias produzem os seus próprios alimentos, tornam-se mais resilientes perante crises económicas e climáticas”, acrescentou o Secretário de Estado.
Esta iniciativa alinha-se aos esforços governamentais para fortalecer a produção local, diminuir os índices de desnutrição e fomentar uma cultura de autossuficiência alimentar nas comunidades. Analistas preveem que o exemplo de Plácido Nerino Pereira possa inspirar outros líderes, funcionários públicos e cidadãos a adotarem práticas similares, transformando pequenos espaços domésticos em fontes permanentes de produção alimentar. Com esta mensagem, o Secretário de Estado de Nampula reafirma a importância da participação ativa das famílias na busca por soluções sustentáveis para os desafios alimentares, reiterando que as hortas caseiras são um instrumento simples, acessível e de grande impacto social na luta contra a insegurança alimentar e nutricional em Moçambique. “Produzir em casa é produzir segurança alimentar para a família e contribuir para o desenvolvimento da comunidade”, concluiu.



