Governo reconhece limitações na Saúde

O Governo da província de Manica, através do Secretário de Estado Lourenço Lindonde, admitiu publicamente que o sector da saúde enfrenta sérias dificuldades, incluindo a falta de dinheiro para pagar horas extras aos médicos, a escassez de materiais médico-cirúrgicos e a insuficiência de profissionais para atender a crescente procura da população.

Desafios e Números Preocupantes
Esta admissão foi feita durante uma cerimónia de saudação aos médicos, por ocasião do Dia do Médico, que se celebra a 28 de Março. Lindonde destacou que os problemas económicos e institucionais estão a dificultar o funcionamento normal dos serviços de saúde na província, impactando directamente a qualidade dos cuidados prestados à população.

Os dados apresentados no evento são particularmente preocupantes: Manica conta actualmente com apenas 219 médicos para uma população estimada em cerca de 2.496.000 pessoas. Isto significa que existe um rácio aproximado de apenas um médico para cada mais de 11 mil habitantes, um número que evidencia a enorme pressão sobre os profissionais de saúde e limita a capacidade de prestar assistência médica adequada e atempada.
Compromisso e Esforços do Executivo
Apesar das dificuldades, Lourenço Lindonde garantiu que o Governo está ciente dos desafios, especialmente no que toca ao pagamento de trabalho extraordinário, e assegurou que estão em curso esforços para encontrar soluções administrativas e financeiras que permitam regularizar esta situação.
O governante reforçou que, mesmo com este cenário complicado, a prioridade do Executivo continua a ser fortalecer o Sistema Nacional de Saúde. Isso será feito através da formação contínua, contratação e integração progressiva de novos médicos, bem como pela melhoria das condições de trabalho para todos os profissionais de saúde que servem a província.
Na sua intervenção, Lindonde fez questão de elogiar o papel vital dos médicos no desenvolvimento social e no bem-estar das comunidades, reconhecendo e enaltecendo o seu espírito de missão, a competência técnica e o compromisso ético que caracteriza a classe médica moçambicana.



