Ciência

Cientista cria “cerveja vacinal” caseira e gera polémica no meio científico

Um virologista, Chris Buck, agitou o mundo da ciência ao criar uma “cerveja vacinal” artesanal, gerando uma forte polémica. A bebida, feita com levedura geneticamente modificada, pretende ser uma vacina oral de baixo custo, especialmente para pessoas com o sistema imunitário fragilizado, capaz de produzir partículas do poliomavírus BK.

Buck divulgou os seus testes informais, feitos no seu irmão e outros familiares, onde alegou um aumento da resposta imunitária sem efeitos negativos. A experiência foi partilhada no seu blog pessoal e na plataforma Zenodo, mas rapidamente atraiu críticas de comissões de ética do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA.

As Críticas e a Falta de Revisão

As comissões de ética do NIH apontaram falhas graves, como a falta de autorização para a auto-experimentação e o número muito pequeno de participantes nos testes. No meio científico, é fundamental que qualquer nova descoberta seja revista por outros especialistas (revisão por pares) antes de ser considerada válida, algo que não aconteceu neste caso.

A Defesa do Cientista e o Alerta dos Especialistas

Em sua defesa, Chris Buck argumenta que a muita burocracia atrasa o avanço da ciência. Ele também sugere que a sua criação poderia ser vista como um suplemento alimentar, e não como uma vacina. No entanto, muitos especialistas alertam que iniciativas como esta podem, sem querer, ajudar a espalhar desinformação e fortalecer os movimentos anti-vacina, que já são um problema de saúde pública em vários países.

A discussão levanta questões importantes sobre a ética na pesquisa científica, a necessidade de regulamentação e o perigo da disseminação de informações médicas sem a devida validação por órgãos competentes.

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