Governo admite interromper voos excepcionais em Chongoene devido a desorganização no aeroporto
O Ministro dos Transportes e Logística, João Mathlombe, alertou esta sexta-feira para a possibilidade de suspender os voos de emergência que operam a partir do Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, em Chongoene, província de Gaza, caso a desorganização e a pressão excessiva no local persistam.
A advertência do governante surgiu após uma visita ao aeroporto, onde Mathlombe constatou um cenário caótico. Dezenas de passageiros aguardam por vários dias para conseguir transporte aéreo para Maputo, num ambiente de grande confusão, falta de controlo e comportamentos que o ministro classificou como impróprios.
Mathlombe sublinhou que o sistema de voos excepcionais, criado para responder a situações de crise e assegurar a mobilidade de pessoas e bens essenciais, está sob enorme pressão. A situação é agravada pela presença de indivíduos que não se enquadram nos critérios de emergência, incluindo pessoas a viajar pela primeira vez, o que desvirtua o propósito original dos voos. “Quando esse princípio não é respeitado, todo o planeamento fica comprometido”, frisou o ministro, alertando que a continuidade das operações aéreas depende do restabelecimento da ordem e do cumprimento das regras.
O ministro também condenou veementemente as atitudes hostis dirigidas aos funcionários aeroportuários, autoridades locais e técnicos das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), lembrando que estes profissionais estão a desempenhar um papel crucial num contexto desafiante e merecem respeito.
Aproveitando a ocasião, João Mathlombe reiterou a impossibilidade de reabrir a Estrada Nacional Número Um (N1) nos próximos 15 dias, devido aos severos efeitos das cheias que assolam o país. O governante desaconselhou a insistência em viajar, seja por via aérea ou terrestre, reforçando a necessidade de prudência e o respeito pelas orientações das autoridades para a segurança de todos.



