Daniel Chapo exonera e nomeia novos embaixadores e altos comissários

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, anunciou nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, uma importante reestruturação no corpo diplomático do país. A decisão envolveu a exoneração de vários altos comissários e embaixadores, seguida pela nomeação de novos representantes para missões em diversas partes do mundo.

Mudanças na Diplomacia Moçambicana
As exonerações, conforme comunicado oficial da Presidência da República, foram feitas ao abrigo da alínea c) do artigo 161 da Constituição. Entre os diplomatas que cessaram funções nas suas anteriores posições estão:

- Alexandre Herculano Manjate: Alto Comissário de Moçambique no Malawi
- Jerónimo João Rosa Chivavi: Alto Comissário no Quénia e Uganda
- Maria Gustava: Embaixadora na China e Coreia do Norte
- Ermindo Augusto Ferreira: Alto Comissário na Índia e Sri Lanka
- Belmiro José Malate: Embaixador na Indonésia, Timor-Leste, Tailândia, Malásia e Singapura
- Santos Álvaro: Embaixador Extraordinário na Turquia
- Jacinto Januário Maguni: Embaixador no Brasil, Paraguai, Venezuela e Chile
Novas Nomeações para Reforçar a Presença Internacional
Após estas exonerações, o Chefe de Estado Daniel Chapo procedeu à nomeação de novos diplomatas para diferentes postos. Curiosamente, alguns dos exonerados foram renomeados para novas missões, indicando uma rotação estratégica:
- Maria Gustava: Agora Alto Comissária da República de Moçambique na África do Sul
- Jacinto Januário Maguni: Nomeado Alto Comissário no Quénia
- Alexandre Herculano Manjate: Assume o cargo de Embaixador no Brasil
- António Inácio Júnior: Designado Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário na Turquia
Objetivos da Reestruturação Diplomática
O Governo moçambicano realça que esta renovação no quadro diplomático tem como principal objetivo fortalecer a presença estratégica de Moçambique no cenário internacional. A ideia é dinamizar a diplomacia económica, aumentar a captação de investimento direto estrangeiro, promover as exportações nacionais e consolidar a posição do país nos mercados globais.
Com estas alterações, o Executivo pretende que as missões diplomáticas estejam mais alinhadas com os novos objetivos da política externa, buscando uma cooperação bilateral e multilateral mais eficaz com parceiros de todo o mundo.



