Saúde

Saúde à beira do abismo: APSUSM avisa que falta do 13.º salário vai gerar caos nos hospitais

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) lançou um alerta sério esta segunda-feira, 29 de dezembro, sobre o futuro do nosso Sistema Nacional de Saúde (SNS). Segundo a associação, se o Governo não pagar o 13.º salário, a saúde no país pode entrar em colapso total.

O 13.º Salário: Um Direito, Não um Favor

Anselmo Muchave, presidente da APSUSM, deixou bem claro que o subsídio de Natal não é um presente ou um favor do Estado, mas sim um direito que está na nossa lei moçambicana. Ele frisou que este pagamento é fundamental para a vida dos profissionais de saúde.

A APSUSM explicou que a falta deste dinheiro vai mexer com a vida financeira dos trabalhadores da saúde. Muitos dependem deste valor para as suas despesas no fim do ano, e sem ele, a situação fica muito complicada.

Impacto Direto na População

O aviso da associação é grave: sem o 13.º salário, a capacidade dos nossos hospitais e centros de saúde para atender as pessoas vai diminuir muito. Isso significa que, desde os pequenos centros de saúde até aos grandes hospitais centrais, o socorro à população pode ficar comprometido. A saúde de todos nós está em jogo.

A liderança da APSUSM lembrou que, mesmo com muitas dificuldades – falta de material, hospitais velhos e muitas horas de trabalho –, os profissionais de saúde sempre se esforçaram para não deixar o povo sem assistência. Para Muchave, é “inaceitável” que o Estado não cumpra com a sua parte num setor tão importante e sensível.

Exigência de Transparência e Ação Urgente

A APSUSM exige que o Governo aja com seriedade e rapidez. É preciso garantir que o 13.º salário seja pago na totalidade para manter a paz social e a estabilidade de trabalho no SNS. Eles alertam que se o Governo falhar, a confiança no sistema de saúde pode piorar, e o acesso a serviços básicos de saúde, que já é difícil em muitas zonas do país, pode ser ainda mais afetado.

Anselmo Muchave terminou a sua intervenção dizendo que a organização vai continuar “firme e vigilante” na defesa dos direitos dos profissionais. Ele reforçou que a dignidade da função pública e os direitos de quem trabalha são coisas que não se podem tirar.

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