Cooperação Bilateral

Moçambique e África do sul prometem transformar decisões políticas em concretas

Os Presidentes de Moçambique, Daniel Chapo, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, encontraram-se esta quarta-feira em Maputo para a quarta Cimeira Binacional, onde prometeram ir além das palavras e transformar as decisões políticas em ações concretas que beneficiem os cidadãos de ambos os países.

Reforço da Parceria Estratégica

Durante o encontro, os dois líderes reafirmaram o compromisso de fortalecer a parceria bilateral, focando-se em áreas cruciais como energia, transportes, comércio, segurança e a livre circulação de pessoas. O Presidente Chapo sublinhou que a dimensão da delegação sul-africana demonstra o grande interesse da África do Sul em aprofundar a cooperação, e reiterou a necessidade de implementar os acordos já existentes e os novos que foram assinados.

Prioridades para Moçambique

Daniel Chapo destacou a importância de diversificar as fontes de energia e modernizar os corredores logísticos, como os de Maputo, Ponta do Ouro e Mapinhane–Pafúri. Um dos grandes objetivos é transformar o posto de fronteira de Ressano Garcia/Lebombo num modelo de paragem única e digitalizado em África, facilitando o movimento de pessoas e bens entre os dois países.

O estadista moçambicano também frisou a necessidade de reforçar a cooperação na agricultura e pecuária. Moçambique pretende aproveitar a experiência, tecnologia e investimentos sul-africanos para garantir a segurança alimentar e criar mais oportunidades de emprego, especialmente para os jovens e mulheres moçambicanos.

Visão de Ramaphosa e Implementação de Acordos

Os Presidentes testemunharam a assinatura de novos instrumentos de cooperação, que se juntam aos 78 acordos já em vigor. Chapo defendeu a revisão conjunta destes acordos para avaliar o seu cumprimento e introduzir mecanismos que garantam a sua execução eficaz. Agradeceu ainda o apoio sul-africano no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, destacando a contribuição da África do Sul para a Missão Militar da SADC (SAMIM) como prova de irmandade.

Por sua vez, o Presidente Ramaphosa classificou a cimeira como “muito bem-sucedida”, afirmando que ambos têm a responsabilidade histórica de garantir que as gerações atuais e futuras colham os frutos desta relação estratégica. Expressou confiança na liderança de Chapo para que a cimeira traga benefícios práticos para os povos de Moçambique e da África do Sul. Ramaphosa também indicou que as instituições financeiras e empresas sul-africanas estão prontas para participar em projetos de energia, mineração, infraestrutura, agricultura, serviços financeiros, telecomunicações, saúde, turismo e hospitais, setores que considera vitais para o crescimento mútuo.

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