Economia

Governo reitera a existência de combustível até Maio sem alteração de preço

O Governo moçambicano garantiu, esta terça-feira, que o país tem reservas de combustível suficientes para os próximos 30 dias e que os preços não vão sofrer alterações neste período. A garantia visa tranquilizar a população e os setores económicos perante as flutuações do mercado internacional.

Garantias de Abastecimento e Preços

A informação foi partilhada pelo Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, durante uma conferência de imprensa realizada após a 9ª sessão ordinária do Conselho de Ministros. Tivane explicou que os navios petroleiros com combustível destinado a Moçambique estão programados para descarregar entre os dias 14 e 16 de Abril. É importante notar que estas encomendas foram feitas com base nos preços internacionais que estavam em vigor antes das recentes alterações.

“As encomendas que se prevê que cheguem ao mercado interno, no período de 14 a 16 de Abril, foram feitas aos preços em vigor, portanto, nas datas em que as empresas especializadas se mobilizaram no mercado internacional”, detalhou Tivane, acrescentando que as compras foram realizadas antes de qualquer choque significativo no Médio Oriente afetar os preços globais.

Cenário Internacional e Medidas de Proteção

Apesar da estabilidade atual, o responsável alertou que Moçambique, sendo um importador de combustível, poderá ser afetado se a situação internacional, especialmente no Médio Oriente, se agravar. Nesses casos, um ajuste na estrutura interna dos preços pode ser necessário, mas o Governo assegura que fará tudo para proteger a economia e, em particular, as camadas mais vulneráveis da população moçambicana.

Para mitigar potenciais impactos de futuras subidas de preços, o Governo tem à disposição o Fundo de Estabilização, que atualmente conta com 390 milhões de Meticais. Este fundo pode ser ativado para absorver parte dos custos e evitar que o aumento seja totalmente repassado ao consumidor.

Esclarecimentos sobre a Escassez em Maputo

Amílcar Tivane também abordou a escassez de combustível registada na cidade de Maputo na última sexta-feira. Segundo ele, a situação foi resultado de um consumo “anormalmente elevado” e não de uma falha generalizada no abastecimento. O mercado competitivo significa que algumas bombas podem esgotar os seus stocks mais rapidamente, enquanto outras continuam a operar normalmente. Em contraste, cidades como Nampula e Beira mantiveram-se estáveis, com consumos diários estimados em cerca de um milhão e 600 mil litros, respetivamente.

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