Internacional

Tribunal Penal Internacional condena Ali Kosheib por massacre, tortura e violações

O Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou esta segunda-feira a sentença de Ali Mohamed Ali Abd-Al-Rahman, mais conhecido como Ali Kosheib, condenando-o a 20 anos de prisão. Esta decisão prende-se com crimes de guerra e crimes contra a humanidade que foram cometidos durante o conflito na região de Darfur, no Sudão, no início dos anos 2000.

Crimes e o Papel de Ali Kosheib

O veredicto, já anunciado em outubro, considerou Kosheib culpado de várias violações de direitos humanos, incluindo homicídio, tortura e violação sexual, que ocorreram entre 2003 e 2004. Segundo o tribunal, Abd-Al-Rahman teve um papel ativo e crucial na execução de ataques enquanto fazia parte da milícia Janjaweed, um grupo paramilitar maioritariamente árabe, armado pelo governo sudanês.

Os Janjaweed são conhecidos pelos massacres brutais contra comunidades negras na região de Darfur. Apesar de ter-se entregado voluntariamente ao TPI em 2020, Kosheib sempre negou ter sido o líder operacional deste grupo.

O Julgamento e a Gravidade dos Atos

Durante as alegações finais, em novembro, a Procuradoria defendeu que Abd-Al-Rahman deveria ser condenado a prisão perpétua. O procurador Julian Nicholls fez questão de o descrever como “um assassino com um machado diante deste tribunal”, enquanto os relatos dos sobreviventes foram classificados como “episódios dignos de um pesadelo”.

Esta condenação é vista como um dos julgamentos mais importantes sobre as atrocidades que aconteceram no Darfur. O conflito resultou na morte de centenas de milhares de civis e no deslocamento forçado de milhões de pessoas, deixando marcas profundas na região e na história da justiça internacional.

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