Governo defende que combate à corrupção é responsabilidade individual

O Governo moçambicano defende que a luta contra a corrupção deve começar pela consciência de cada cidadão, e não pela falta de leis. Esta posição, defendida pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, coloca a responsabilidade individual no centro da estratégia para combater este fenómeno que assola o país.

A Falha é Humana, Não Legal
Durante o lançamento da Semana Nacional de Reflexão sobre a Corrupção, Inocêncio Impissa sublinhou que o problema não reside na legislação ou nas instituições existentes. “O que está a falhar não são as leis e nem as instituições. Somos nós. Cada um de nós pensa que o combate à corrupção deve começar por alguém que não é consigo”, afirmou o ministro, destacando a necessidade de a sociedade reconhecer o seu papel ativo na prevenção.

Impissa alertou também para o perigo de banalizar pequenos atos corruptos. Expressões como “refresco” ou “gorjeta” para se referir a subornos, na verdade, “suavizam o mal”, tornando os cidadãos menos capazes de identificar práticas que prejudicam o desenvolvimento do país e enfraquecem os serviços públicos essenciais.
Corrupção: Uma Ameaça ao Desenvolvimento
Em linha com a preocupação governamental, Násimo Moussa, Director-Adjunto do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), reforçou a gravidade da situação. Moussa classificou a corrupção como uma ameaça direta ao desenvolvimento e à estabilidade das instituições moçambicanas.
“A corrupção não é apenas uma infracção legal; é um fenómeno social e moral que distorce oportunidades, fragiliza instituições e compromete o futuro das gerações mais jovens”, explicou Moussa. Ele realçou que, além da prevenção, é crucial apostar na educação ética e numa maior proximidade entre o Estado e os cidadãos para fortalecer a integridade nacional.



