SERNIC investiga pastor acusado de tentativa de tráfico de menor em Manica

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Manica deteve um pastor religioso, que está a ser investigado por suspeita de tentativa de tráfico de uma menor. O caso, que teve início na província de Sofala, levanta discussões sobre os procedimentos legais em situações de vulnerabilidade infantil.

A Versão do Pastor e o Acolhimento da Menor
Segundo o relato do próprio pastor às autoridades, ele encontrou uma adolescente de 14 anos no distrito de Gorongosa, província de Sofala, a pedir ajuda. A miúda terá contado que sofria maus-tratos, incluindo agressões físicas e falta de comida, por parte da tia, irmã da sua mãe já falecida. Sensibilizado, o pastor decidiu acolher a menor.

O Testemunho da Adolescente e a Denúncia
Após a adolescente ter saído da casa da tia, esta apresentou uma denúncia às autoridades, acusando o pastor de tráfico de menor. Contudo, em depoimento prestado às autoridades, a própria miúda confirmou que as condições de vida na casa da tia eram difíceis, com agressões e privação de alimentos. A adolescente afirmou ainda que, depois de passar a viver com o pastor no distrito de Machipanda, as suas condições melhoraram significativamente. Estas declarações são parte do processo que está em fase de instrução.
A Posição do SERNIC e a Continuidade da Investigação
Paulo Tapua, porta-voz do SERNIC em Manica, esclareceu que o pastor está indiciado por tentativa de tráfico de menor. A acusação prende-se com o facto de o pastor ter retirado a adolescente do local sem a autorização formal dos seus responsáveis legais, mesmo que a avó da miúda tivesse conhecimento da situação. O SERNIC indicou que o processo será remetido para o distrito de Gorongosa, onde o caso começou, para que as investigações possam prosseguir.
As autoridades referem que, após levar a menor para Machipanda, o pastor apresentou-se voluntariamente a um posto policial local e comunicou o sucedido à sua igreja. Apesar disso, o SERNIC sublinha que os factos continuam sob investigação, e o indiciamento permanece até à conclusão total do processo.



