Porto da Beira: Nova estrada de acesso orçada em 77 milhões de dólares

A província de Sofala testemunhou o arranque de um projeto de infraestrutura vital: a nova Estrada de Acesso ao Porto da Beira. Avaliada em 77 milhões de dólares, esta obra promete melhorar significativamente a mobilidade e a eficiência logística na região, com a cerimónia de lançamento da primeira pedra a ser presidida pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlhombe.

Um Investimento Decisivo para a Logística Regional
Com 15 quilómetros de extensão, esta via estratégica foi concebida para criar um acesso direto ao Porto da Beira, crucial para aliviar o congestionamento de veículos na Estrada Nacional Número Um (EN1). O Ministro João Matlhombe destacou a importância do projeto, afirmando que “esta obra é um passo decisivo para melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento da região”, com um impacto direto na redução dos custos logísticos para as empresas e o país.
A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) é a concessionária responsável pela execução da obra, que tem uma previsão de conclusão de 15 meses. O projeto inclui a construção de um nó desnivelado com a N6, sistemas de drenagem modernos, 20 aquedutos e sinalização de ponta, tudo pensado para garantir maior segurança e fluidez no tráfego pesado que serve o porto.
A Visão Presidencial para o Futuro do Porto
Apesar do entusiasmo com a nova estrada, o Presidente da República, Daniel Chapo, citado pela STV, expressou a sua visão de que esta infraestrutura, por si só, não será suficiente para resolver completamente os problemas de congestionamento e eficiência do Porto da Beira. O Chefe de Estado defende a necessidade de investimentos adicionais e, mais importante, de uma coordenação mais robusta.
“Precisaremos de fazer um plano diretor de desenvolvimento do Porto da Beira”, afirmou Daniel Chapo. Ele adiantou que o governo está a ponderar a criação de uma entidade específica para “impor disciplina” no porto. O Presidente notou que as várias concessões e entidades operam de forma independente, o que, sem coordenação, impede a resolução do problema central: a necessidade de aumentar a eficiência operacional do Porto da Beira.



