Venâncio Mondlane apela aos profissionais de saúde a suspenderem greve devido às cheias

Venâncio Mondlane, presidente do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), lançou um apelo urgente aos profissionais de saúde para que suspendam a greve que anunciaram. A sua exortação visa mobilizar estes trabalhadores para assistirem as comunidades moçambicanas que estão a ser fortemente atingidas pelas cheias em várias regiões do país.

Um Chamamento à Solidariedade Nacional
Numa nota divulgada este sábado, intitulada “Chamamento Nacional à Solidariedade e à Acção”, Mondlane reconheceu a validade das preocupações dos profissionais de saúde relativamente às suas condições de trabalho. Contudo, enfatizou que “o atual contexto humanitário exige um esforço extraordinário e sentido de responsabilidade coletiva”. O ex-candidato presidencial pediu que os anúncios de greve sejam postos de lado e que os profissionais se mobilizem voluntariamente para prestar ajuda nos centros de acolhimento e nas comunidades afetadas.

O líder do Anamola defendeu a união de todos os moçambicanos, independentemente de filiações políticas, religiosas ou sociais, salientando que o país vive “um momento de humanidade, não de indiferença”. As estruturas do seu partido foram também instruídas a envolver-se ativamente no apoio às vítimas, através da mobilização comunitária e assistência direta.
Greve e o Cenário das Cheias
Este apelo surge num período delicado, com a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) a iniciar uma greve de 30 dias na sexta-feira. A paralisação é um protesto contra a deterioração das condições laborais no setor da saúde. A situação é agravada pelas cheias que têm causado deslocações forçadas, perdas de vidas e avultados danos materiais em diversas províncias, aumentando a pressão sobre o já fragilizado sistema nacional de saúde.
Adicionalmente, Mondlane exortou empresários e cidadãos com espaços seguros disponíveis a disponibilizá-los, num gesto de solidariedade, para abrigar as pessoas afetadas pelas cheias. Concluindo o seu documento, afirmou que “o momento exige ação imediata, espírito patriótico e solidariedade efetiva”, e que só a união nacional permitirá minimizar o sofrimento das populações e salvar vidas neste que é um dos períodos mais desafiadores para Moçambique.



