Ajuda Humanitária

OIM carece de recursos adicionais para apoiar vítimas de cheias e inundações em Moçambique

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para a carência de recursos que enfrenta para continuar a apoiar o Governo moçambicano na resposta às cheias e inundações que afetam o Sul e Centro do país, uma crise que já deslocou milhares de pessoas e sobrecarregou as infraestruturas locais.

A Necessidade Urgente de Financiamento

A chefe da Missão da OIM em Moçambique, Laura Tomm-Bonde, sublinhou a urgência de financiamento adicional para expandir as operações de assistência. “São urgentemente necessários recursos adicionais para nos ajudar a expandir o nosso alcance às áreas mais afetadas, onde as necessidades estão a aumentar rapidamente”, afirmou Tomm-Bonde, citada num comunicado. Esta declaração reflete a crescente pressão sobre as organizações humanitárias para responderem à escala da catástrofe.

Dados da Matriz de Acompanhamento de Deslocados (DTM) da OIM revelam que mais de 600.000 pessoas foram diretamente afetadas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Zambézia. Atualmente, mais de 73.600 indivíduos encontram-se deslocados em 71 centros de acolhimento espalhados pelo país, números que continuam a crescer diariamente à medida que as chuvas persistem e os rios transbordam.

Gaza: O Epicentro da Crise Humanitária

A província de Gaza emergiu como a mais severamente atingida, com concentrações significativas de pessoas deslocadas em locais como Chiaquelene e Xilembene, que juntos acolhem cerca de 54.845 pessoas. Estas semanas de chuvas intensas não só provocaram inundações generalizadas, como também forçaram famílias a abandonar as suas casas, submergiram bairros inteiros e levaram as infraestruturas locais ao limite.

Nos centros de acolhimento, a situação é dramática. As comunidades deslocadas enfrentam uma grave escassez de abrigos adequados e artigos domésticos essenciais. Há também uma preocupação premente com a falta de água potável, saneamento e higiene, além de carências alimentares, serviços de saúde insuficientes e a necessidade urgente de apoio à proteção. A superlotação nestes centros agrava ainda mais os desafios existentes, colocando em risco a saúde e a segurança dos mais vulneráveis.

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