Nampula: Atraso salarial força encerramento do edifício do Município de Angoche

Os trabalhadores do Conselho Municipal de Angoche, na província de Nampula, fecharam as portas do edifício da edilidade esta quinta-feira, dia 22 de janeiro de 2026, em protesto por salários em atraso e outros direitos laborais. Esta ação resultou na paralisação total dos serviços municipais.

O Que Está em Causa
De acordo com uma comunicação afixada nas imediações do edifício, os funcionários exigem o pagamento de seis meses de salários em atraso, três meses de retroativos e o 13.º salário referente ao exercício de 2024/2025. Segundo os trabalhadores, estes valores continuam por regularizar, apesar das várias promessas de resolução por parte da autarquia.

Impacto na Cidade
A medida, citada pelo Jornal Rigor, declara o encerramento de todos os serviços do Conselho Municipal de Angoche, afetando diretamente o funcionamento da cidade e a prestação de serviços administrativos à população. Entre os serviços paralisados estão a cobrança de taxas municipais (incluindo emissão de senhas nos mercados, licenças anuais, taxas de áreas e pedras, cobranças nas zonas das Acácias e Km 13), serviços de carregamento e descarregamento, e a cobrança do imposto pessoal.
A paralisação inclui também a suspensão da fiscalização pela Polícia Municipal, o que pode comprometer a organização e a disciplina nos espaços públicos da cidade.
Greve por Tempo Indeterminado
Os trabalhadores justificam a decisão pelo esgotamento de várias tentativas de diálogo com a edilidade. Eles sublinham que o atraso prolongado nos salários tem afetado seriamente a subsistência das suas famílias e a sua estabilidade social. A greve deverá manter-se por tempo indeterminado, até que as reivindicações sejam satisfeitas e a situação salarial esteja totalmente regularizada.
Silêncio da Autarquia
Até ao momento, a autarquia de Angoche ainda não reagiu oficialmente ao encerramento do edifício nem à paralisação dos serviços.