Nacional

Cheias e inundações: Governo mobilizou meios aéreos e aquáticos para resgatar pessoas

O Governo moçambicano, através do seu porta-voz Inocêncio Impissa, anunciou a mobilização urgente de meios aéreos e aquáticos para operações de busca, resgate e salvamento de pessoas sitiadas pelas cheias e inundações que assolam diversas regiões do país. A medida visa responder à crescente crise humanitária e garantir a segurança das populações.

No total, foram disponibilizadas 14 embarcações, seis helicópteros e quatro aeronaves para apoiar os esforços de resgate e logística nas áreas mais críticas. Esta mobilização foi detalhada durante um briefing de atualização sobre a época chuvosa, realizado na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, uma das zonas mais afetadas pelas inundações.

Impacto Humano e Alertas Urgentes

Desde Outubro, a época chuvosa já causou a morte de mais de cem pessoas, afetando quase 600 mil cidadãos em todo o país. O número de casas destruídas ou parcialmente danificadas aproxima-se das oito mil. Perante este cenário alarmante, os residentes das baixas da cidade de Xai-Xai, bem como das zonas de Marracuene e Manhiça, já receberam alertas para a sua retirada imediata, devido ao risco iminente de cheias causadas por descargas de água.

Medidas de Apoio à Transitabilidade

Para assegurar a movimentação de pessoas e bens nas áreas afetadas, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a transportadora aérea de bandeira, introduziu dois voos diários entre Xai-Xai e Maputo, com capacidade para 77 passageiros. A LAM indicou que poderá ajustar o número de voos programados nos próximos dias, em função da demanda de passageiros, demonstrando flexibilidade na resposta à crise.

Estradas Intransitáveis e Danos na Infraestrutura

A situação nas estradas é igualmente preocupante. A Administração Nacional de Estradas (ANE) informou que 11 estradas entre Gaza e Maputo estão intransitáveis, enquanto uma outra, na província de Tete, encontra-se condicionada. Estima-se que quase 5000 km de estradas foram afetados pelas chuvas e inundações. O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, revelou, a partir da cidade da Beira, que 152 km de estradas classificadas foram destruídos em todo o território nacional. Matlombe acrescentou que muitas outras estradas não classificadas, que já se encontravam em condições precárias, também foram gravemente danificadas, tornando-se intransitáveis e dificultando ainda mais o acesso e a assistência às populações.

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