Ultima Hora: Morreu Luísa Dias Diogo

Moçambique acorda hoje com a triste notícia do falecimento de Luísa Dias Diogo, uma figura proeminente da política moçambicana e a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra no país.

Uma Carreira Política de Destaque
Nascida a 11 de abril de 1958, Luísa Dias Diogo foi uma economista respeitada e membro ativo do partido FRELIMO. A sua ascensão política começou a ganhar força quando foi nomeada Ministra do Plano e Finanças, cargo que ocupou entre 1999 e 2005. Foi durante este período que o seu papel se tornou ainda mais central na governação do país.
Em fevereiro de 2004, após a demissão do então Primeiro-Ministro Pascoal Mucumbi, Luísa Diogo assumiu também a pasta de Primeira-Ministra, cumulando-a com a de Finanças. Embora tenha sido exonerada em janeiro de 2005, na sequência das eleições gerais de 2004, foi rapidamente reconduzida ao cargo de Primeira-Ministra em fevereiro do mesmo ano pelo recém-empossado Presidente Armando Guebuza, permanecendo nesta posição até janeiro de 2010, quando foi substituída por Aires Ali.
Legado e Atividade Pós-Governo
Mesmo após deixar a chefia do governo, Luísa Dias Diogo continuou a desempenhar um papel ativo em várias frentes. Em 2012, assumiu a presidência do Conselho de Administração (PCA) do Barclays Bank de Moçambique, que mais tarde se tornou Absa Bank Moçambique. Em 2018, foi nomeada presidente do Parque Industrial de Beluluane, demonstrando a sua contínua dedicação ao desenvolvimento económico do país.
A sua experiência e visão foram também partilhadas através da escrita. Em 2013, publicou o livro “A Sopa da Madrugada”, uma obra onde descreve as suas vivências e desafios durante o período em que esteve no governo, entre 1994 e 2009.
Em 2014, Luísa Dias Diogo ainda se aventurou na corrida presidencial interna do FRELIMO, apresentando-se como pré-candidata. No entanto, foi derrotada na segunda volta pelo que viria a ser o futuro Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi.
A sua partida deixa um vazio na cena política e económica de Moçambique, mas o seu legado como uma das figuras mais influentes do país, especialmente como pioneira feminina na chefia do governo, será sempre recordado.



