Desentendimento interno ameaça estrutura do ANAMOLA na Zambézia

A estrutura do partido ANAMOLA na província da Zambézia enfrenta uma crise interna significativa, com membros e coordenadores distritais a expressarem publicamente a sua insatisfação com a atual liderança provincial interina, chefiada por Marta Pavor.

Contestação à Liderança Interina
O descontentamento veio à tona durante um encontro realizado na delegação provincial do partido, em Quelimane. Os contestatários alegam que Marta Pavor assumiu a direção da província sem que houvesse eleições internas, um procedimento que, segundo eles, viola claramente os estatutos do ANAMOLA. Diante desta situação, foram apresentadas reclamações formais tanto à direção provincial como à nacional do partido, buscando uma resolução para o que consideram uma irregularidade.

Irregularidades e Fragilização do Partido
Além da questão da liderança interina, os membros descontentes denunciam uma série de irregularidades nos processos eleitorais internos em vários distritos da Zambézia. Estas incluem a exclusão de associados e a formação de grupos paralelos, atitudes que, na sua perspetiva, enfraquecem a unidade e a coerência do partido. Acreditam que tais práticas minam a confiança interna e a capacidade de organização do ANAMOLA na província.
Apelo à Intervenção e Consequências
Face ao impasse, o grupo de membros apelou à intervenção direta do presidente do ANAMOLA para mediar o conflito e restabelecer a estabilidade necessária na província. Advertem que a persistência desta situação pode ter um impacto negativo no desempenho eleitoral e na capacidade organizativa da estrutura provincial. Até ao momento, a direção provincial do ANAMOLA não se pronunciou publicamente sobre as acusações, mas os membros reafirmam o seu compromisso em continuar a lutar por eleições internas transparentes como a única via para superar a atual crise.



