EDM diz não encontrar no cadastro os supostos agentes que violaram mulher que roubava energia

A Electricidade de Moçambique (EDM) veio a público esclarecer que, após uma busca exaustiva nos seus registos internos, não conseguiu identificar os supostos agentes envolvidos na alegada violação de uma mulher que estaria a furtar energia. A declaração da empresa lança uma nova camada de complexidade sobre um caso que já está a chocar a opinião pública moçambicana.

A Posição da EDM
Segundo a EDM, os nomes dos indivíduos apontados como autores da alegada violação não constam no seu cadastro oficial de funcionários ou agentes autorizados. Esta constatação sugere que os supostos agressores podem não ser colaboradores legítimos da empresa ou que operavam fora de qualquer controlo institucional, levantando preocupações sobre a segurança e a conduta de pessoas que se apresentam como representantes de serviços públicos.

Detalhes do Incidente
O incidente envolveu uma mulher que foi surpreendida a roubar energia elétrica. Contudo, as acusações escalaram para um cenário muito mais grave com a denúncia de que ela teria sido vítima de violação por parte dos indivíduos que a interceptaram. Este é um caso que cruza duas infrações distintas: o furto de energia, que é um crime económico, e a alegada violência sexual, que é um crime contra a pessoa e os direitos humanos.
Apelos por Justiça
A sociedade civil e vários grupos de defesa dos direitos da mulher em Moçambique têm vindo a exigir uma investigação célere e transparente por parte das autoridades competentes. A ausência dos nomes dos supostos agentes nos registos da EDM não deve ser um impedimento para que a Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Ministério Público prossigam com as averiguações necessárias para identificar os culpados e levá-los à justiça. É fundamental garantir que a vítima receba apoio e que os responsáveis por este ato hediondo sejam devidamente responsabilizados, independentemente da sua ligação formal ou não com a empresa.



