Sociedade

Vazamento de Exames lesou o Estado em 40 milhões de meticais

O Estado moçambicano sofreu um prejuízo de 40 milhões de meticais devido aos recentes casos de vazamento de exames escolares, uma situação grave revelada pela Ministra da Educação e Cultura, durante uma sessão parlamentar em Maputo.

Detalhes dos Incidentes e Responsabilidades

O primeiro incidente registou-se a 25 de Novembro, quando quatro exames da 9.ª classe – Química, Língua Inglesa, Física e História – foram extraviados no distrito de Milange, província da Zambézia. A fraude ocorreu pela violação de envelopes oficiais que continham as provas.

A investigação aponta o director-adjunto da Escola Básica de Nagor como o principal responsável, que já confessou o acto. A Ministra da Educação sublinhou que a sua conduta configura crime de revelação de informação classificada e violação do sigilo profissional. Para além dele, dois professores encarregados da vigilância também partilharam os enunciados via WhatsApp, ampliando a dimensão da fraude. Todos os envolvidos estão a ser responsabilizados criminal e disciplinarmente, de acordo com o Estatuto-Geral dos Funcionários e Agentes do Estado.

Apesar de o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) possuir um sistema de segurança que permite identificar rapidamente os pontos de extravio, a governante alertou que a “vulnerabilidade maior continua a ser o factor humano”, destacando a importância da ética e integridade dos profissionais de educação.

Novos Casos e Medidas Futuras

Um segundo incidente ocorreu a 8 de Dezembro, dia da reposição dos exames de Química e Língua Inglesa. Desta vez, no distrito de Manjacaze, província de Gaza, exames que haviam sido cancelados foram indevidamente distribuídos em 14 escolas. Novas provas já foram disponibilizadas para os alunos afectados.

A Ministra garantiu que o MINEDH não vai tolerar negligência, indisciplina, corrupção ou qualquer acção que comprometa os recursos do Estado. Para fortalecer a segurança na gestão dos exames, o Ministério planeia implementar, em 2026, formações em toda a rede escolar, focando na ética, deontologia profissional e nos procedimentos de transporte e segurança de material sigiloso. Além disso, serão introduzidas variantes de exames no próximo ano como uma medida adicional para combater as fraudes.

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