Internacional

Falha golpe de Estado no Benim e governo retoma controle rapidamente

O Benim viveu momentos de incerteza neste domingo, quando uma tentativa de golpe de Estado foi rapidamente neutralizada pelas Forças Armadas. Horas depois de um grupo de militares anunciar na televisão estatal que tinha tomado o poder, o governo garantiu à população que a situação estava sob controlo e que a ordem constitucional permanecia em vigor.

A Tentativa de Tomada do Poder

Na manhã de domingo, pelo menos oito soldados, alguns com capacetes, apareceram na televisão nacional para declarar que um comité militar, liderado pelo coronel Pascal Tigri, havia assumido o controlo do país. Eles anunciaram a dissolução das instituições, a suspensão da Constituição e o fecho das fronteiras terrestres, aéreas e marítimas. O grupo rebelde prometeu inaugurar “uma nova era de fraternidade, justiça e trabalho” para o Benim.

Resposta Rápida do Governo

A resposta das autoridades foi quase imediata. O ministro do Interior, Alassane Seidou, veio a público para anunciar que o levante havia sido neutralizado e que o governo mantinha a situação sob controlo, pedindo à população para retomar as suas atividades normais. O ministro das Relações Exteriores, Olushegun Adjadi Bakari, acrescentou que os golpistas só conseguiram controlar a televisão pública e que os militares leais ao Presidente Patrice Talon já estavam a recuperar o comando.

Momentos de Tensão em Cotonou

Durante as primeiras horas da manhã, foram ouvidos relatos de tiros em vários bairros da capital económica, Cotonou, levando os moradores a procurar refúgio. A embaixada da França no Benim confirmou os disparos perto da residência oficial do Presidente e aconselhou os seus cidadãos a permanecerem em casa.

Contexto Político e Regional

Esta tentativa de golpe acontece a poucos meses das eleições presidenciais, agendadas para abril, que deverão marcar o fim do mandato de Patrice Talon, no poder desde 2016. Embora o governo reconheça o crescimento económico, o país tem enfrentado ataques crescentes de grupos jihadistas no norte, incluindo um ataque em abril que matou 54 soldados. O episódio no Benim junta-se a uma série de golpes militares recentes na África Ocidental, que já afetaram países como Níger, Burkina Faso, Mali, Guiné e, mais recentemente, Guiné-Bissau. Críticos também apontam tensões políticas internas após a aprovação de uma nova Constituição que alargou o mandato presidencial de cinco para sete anos.

As autoridades beninenses asseguram que o país está estável e que a ordem constitucional foi restabelecida.

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