Cultura

Filme MPHANDA NKUWA: PANSI M’PATHU estreia em Maputo

Depois de uma exibição bem-sucedida na província de Tete, o aclamado filme moçambicano MPHANDA NKUWA: PANSI M’PATHU está pronto para a sua grande estreia na capital, Maputo. A obra promete trazer à tona uma discussão crucial sobre desenvolvimento e direitos comunitários em Moçambique.

Detalhes da Estreia

A aguardada exibição está marcada para o dia 9 de dezembro de 2025, às 18h30, no histórico Cine Teatro Scala, em Maputo. O melhor de tudo é que a entrada para assistir a esta produção nacional será totalmente gratuita, dando a oportunidade a todos de mergulharem nesta importante narrativa.

A Obra e o Realizador

Com a duração de 42 minutos, o filme foi realizado pelo talentoso Emídio Jozine e produzido em 2025. Esta curta-metragem documental mergulha fundo numa realidade que afeta muitas comunidades moçambicanas ao longo do rio Zambeze.

O Coração da História: Zambeze e Resistência

A trama central de MPHANDA NKUWA: PANSI M’PATHU foca-se nas comunidades que vivem às margens do rio Zambeze, o quarto maior rio do continente africano. Para milhões de pessoas, este rio é a fonte de vida, sustentando atividades essenciais como a pesca, agricultura, criação de gado e garimpo, e moldando a sua cultura há várias gerações.

O filme acompanha a batalha dessas populações contra a construção de uma enorme barragem. Este projeto ameaça inundar uma área de cerca de 100 km² de terras e forçar o reassentamento de mais de 1.400 famílias, desestruturando vidas e tradições.

Uma Mensagem Poderosa

A produção de Emídio Jozine não se limita a contar uma história; ela denuncia o que os realizadores descrevem como um projeto colonial disfarçado de desenvolvimento. A expressão em Nyungwé, “Pansi m’pathu”, que significa “esta terra é nossa”, ressoa como um grito de resistência.

O filme convida à reflexão ética: será que é justo sacrificar um povo e o seu ambiente natural em nome de um progresso que, no fim das contas, só beneficia as elites e as grandes empresas? É uma pergunta que o filme deixa no ar, incentivando o público a pensar sobre as consequências do chamado ‘desenvolvimento’.

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