Governo

Guiné introduz sistema biométrico para eliminar “funcionários fantasmas” no setor público

A Guiné-Conacri deu um passo decisivo para modernizar a sua administração pública e combater a corrupção, ao introduzir um novo sistema biométrico. O objetivo principal é eliminar os chamados “funcionários fantasmas” que têm vindo a desviar fundos e recursos do Estado por anos.

FUGAS: A Solução Biométricada Guiné

Este sistema inovador, denominado Sistema Único de Gestão Administrativa e Salarial (FUGAS), surge como resposta a um problema crónico. A sua implementação foi precedida por um programa-piloto que já demonstrou resultados impressionantes. Durante essa fase experimental, o governo guineense conseguiu poupar cerca de 26,9 milhões de dólares, identificando e retirando da folha salarial os trabalhadores que não exerciam funções, mas continuavam a receber.

Uma auditoria anterior revelou a dimensão do problema: dos aproximadamente 270 mil funcionários públicos registados, menos de 150 mil compareciam efetivamente aos seus postos de trabalho. Esta discrepância sublinhava a urgência de uma solução robusta e transparente.

Combate à Corrupção e Modernização

Para o governo da Guiné, o FUGAS não é apenas uma ferramenta de controlo, mas um pilar para a modernização da administração pública e um reforço significativo nas medidas de combate à corrupção. A prática de “funcionários fantasmas” é um desafio comum em vários países africanos, consumindo recursos públicos que poderiam ser investidos em serviços essenciais para a população.

Por isso, a Guiné junta-se a outras nações do continente que têm vindo a implementar sistemas biométricos semelhantes. Estas iniciativas visam limpar as folhas salariais, garantir a transparência e assegurar que o dinheiro dos contribuintes seja usado de forma responsável e eficaz, em benefício de todos.

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