Educação

Xai-Xai: Governo de Gaza ameaça professores grevistas com sanções disciplinares

O Governo do distrito de Xai-Xai, na província de Gaza, elevou o tom contra os professores em greve, acusando-os de estarem a ser instrumentalizados por agendas políticas e anunciando a aplicação de medidas disciplinares, incluindo a marcação de faltas e possíveis sanções.

Confronto entre Governo e Docentes

A posição, veiculada pelo secretário permanente Artur Sitoe, surge num contexto de paralisação que já afeta diversas instituições de ensino no distrito, deixando centenas de alunos sem acesso a aulas e intensificando a discórdia entre a classe docente e as autoridades. Sitoe defendeu que a greve transcende as questões laborais, estando, alegadamente, a ser influenciada por interesses externos, e exortou os professores a não se deixarem manipular.

“Quem não estiver no local de trabalho nós vamos marcar falta. Temos informação de que há quem esteja a usar esta situação para fins políticos”, declarou o responsável, sublinhando a existência de “evidências” que corroboram o alegado enquadramento político da paralisação.

Reivindicações Ignoradas e Advertências

Esta advertência surge dias após a Direção Provincial de Educação em Gaza ter apelado ao regresso às aulas, assegurando que o Governo tem conhecimento dos atrasos nos pagamentos de horas extraordinárias e que esforços estão em curso para regularizar as dívidas pendentes. O secretário permanente, citado pelo Jornal “O País”, reiterou que a esfera política não deve invadir o ambiente escolar, instando os docentes a focar-se no ensino e na estabilidade do processo educativo.

Professores Mantêm Posição

Em resposta às ameaças, os professores reiteram a sua determinação em prosseguir com a greve até que as suas reivindicações, nomeadamente os pagamentos em atraso e outras preocupações laborais, sejam efetivamente resolvidas. Os docentes refutam veementemente as acusações de motivação política.

“Não conheço nenhuma agenda política. Somos apenas professores. Queremos soluções para as questões que já apresentámos”, afirmou um representante da classe, reafirmando que a classe apenas exige respostas concretas das autoridades. Os grevistas alegam ainda estar a ser alvo de perseguição e contestam as medidas anunciadas, mantendo que a paralisação só cessará com a resolução definitiva dos problemas apresentados.

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