Hantavírus: OMS Assegura Baixo Risco Global, Foca em Casos Específicos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tranquiliza a população global, afirmando que o risco de uma propagação massiva do hantavírus é “absolutamente baixo”, apesar de recentes casos e óbitos associados à doença. A agência sublinha que o vírus, embora perigoso para os infetados, não demonstra o mesmo potencial de alastramento que a COVID-19.
Entendendo a Transmissão e os Riscos
Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, esclareceu que o hantavírus “não se propaga nem perto da forma como a Covid-19 se propagava”. A estirpe identificada nos casos recentes é o hantavírus do tipo Andes, uma variante conhecida por permitir, em circunstâncias muito específicas, a transmissão de pessoa para pessoa. Contudo, esta transmissão requer contacto próximo e prolongado, tipicamente entre membros da mesma família ou parceiros íntimos. Roedores, como o rato-de-cabeça-branca da América do Norte, são os principais reservatórios e transmissores do vírus aos humanos, através do contacto com a sua urina, saliva ou excrementos.
O Surto no Cruzeiro e a Resposta da OMS
Até ao momento, três pessoas morreram e oito casos foram notificados, com cinco confirmações laboratoriais. Estes casos estão ligados a um surto a bordo de um navio cruzeiro, que atualmente se dirige para as Ilhas Canárias. A OMS está a coordenar a resposta a este incidente, incluindo o rastreio de contactos de indivíduos potencialmente infetados. A agência assegura que nenhum dos passageiros ou membros da tripulação que permanecem a bordo apresenta sintomas.
A cronologia dos eventos revela que o primeiro paciente desenvolveu sintomas em 6 de abril e faleceu na embarcação. A sua esposa também viria a falecer após ser evacuada para a África do Sul, onde a infeção foi confirmada. Um terceiro passageiro morreu a 2 de maio, e um homem permanece em cuidados intensivos na África do Sul, enquanto outros pacientes foram transferidos para hospitais nos Países Baixos para tratamento.
Perspetivas da Saúde Pública
Apesar da gravidade para os indivíduos infetados, a OMS mantém a sua avaliação de que o risco para a saúde pública global é contido. Casos como o de uma comissária de bordo que testou negativo após contacto com uma passageira falecida reforçam a ideia de que a transmissão não é fácil. A vigilância e as medidas de controlo específicas para cada caso são prioritárias para evitar a disseminação.



