Moçambique e Essuatíni reforçam cooperação nos sectores de energia e logística

Os governos de Moçambique e Essuatíni reiteraram, no passado sábado (25 de Abril), a intenção de fortalecer a cooperação em áreas cruciais como a agricultura, energia e logística. Este compromisso foi reafirmado no âmbito da visita oficial do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, ao Reino de Essuatíni.
Aprofundamento das Relações Económicas
A visita, que decorreu entre 24 e 25 de Abril, coincidiu com as celebrações do 40º aniversário do reinado de Sua Majestade Mswati III e o seu 58º aniversário, servindo como uma plataforma estratégica para o aprofundamento das relações económicas entre os dois países. O sector energético foi identificado como um pilar fundamental para o crescimento e a industrialização regional.
Actualmente, Moçambique fornece aproximadamente 30 megawatts (MW) de energia eléctrica a Essuatíni, estando em discussão um aumento para 100 MW. Esta expansão visa responder à crescente procura energética naquele país e fortalecer a interdependência regional.
O Presidente Daniel Chapo sublinhou que esta cooperação se alinha com a estratégia de diversificação económica de Moçambique, na qual a energia desempenha um papel central na transformação estrutural da economia. “Temos falado da transformação da nossa economia, que passa sobretudo pela diversificação. E nesta diversificação temos nos concentrado na questão da energia”, afirmou Chapo. Por sua vez, Essuatíni manifestou interesse na aquisição de gás natural moçambicano para impulsionar a sua industrialização e garantir fontes de energia mais estáveis.
Cooperação na Agricultura e Logística
No domínio agrícola, Chapo realçou a importância da cooperação técnica e da partilha de experiências para incrementar a produção e a segurança alimentar em Moçambique. “Essuatíni tem experiência na agricultura e nós pretendemos também beneficiar dessa experiência para aumentar os níveis de produção e produtividade”, declarou o Presidente moçambicano.
As discussões incluíram também a viabilidade da construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo até Essuatíni, com o propósito de transportar combustíveis. Este projecto capitalizaria a localização estratégica de Moçambique e a proximidade entre as duas nações, numa altura de instabilidade nos mercados energéticos globais. “Foi apresentada a ideia de um projecto de pipeline a partir do Porto de Maputo, que deverá ser objecto de estudo antes de uma decisão final”, explicou Chapo.
Reforço Institucional e Unidade Africana
Os dois países concordaram em fortalecer os mecanismos institucionais de cooperação, incluindo a formalização de entendimentos nos sectores de energia, combustíveis e transportes aéreos. Será também criada uma Comissão Mista de Cooperação para garantir a implementação dos acordos estabelecidos.
O Rei Mswati III, por seu lado, enfatizou a relevância da unidade africana como alicerce para a paz, estabilidade e desenvolvimento do continente. “Como continente africano, somos guiados pelo ideal de unidade entre os países”, declarou Mswati III, defendendo ainda a adopção de modelos de desenvolvimento comuns, alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, para promover um crescimento inclusivo.