Inhambaneː Ciclone Gezani pode afectar 174 mil pessoas

A província de Inhambane encontra-se em estado de alerta máximo com a iminente chegada da tempestade tropical severa Gezani, que se prevê impactar mais de 174 mil habitantes. A tempestade já começou a fazer-se sentir na região, o que levou as autoridades e comunidades a intensificarem as medidas preventivas.

Preparativos e Centros de Acolhimento
Diante deste cenário preocupante, as autoridades moçambicanas, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), agiram rapidamente. Mais de 600 centros de acolhimento foram preparados e distribuídos por todos os distritos da província. Estes locais estão prontos para receber temporariamente as populações que residem em zonas de risco elevado, garantindo a sua segurança.

Apelo à Consciencialização e Prevenção
Luísa Meque, presidente do INGD, tem estado na linha da frente das ações de sensibilização comunitária, especialmente no distrito de Morrumbene. Ela sublinha a importância de não subestimar a força do ciclone Gezani e apela veementemente para que as famílias procurem abrigo nos centros identificados ou em locais seguros. As projeções indicam que a tempestade poderá atingir a categoria de nível três, justificando a urgência dos apelos.
A Memória do Ciclone Dineo como Alerta
Para reforçar a percepção do perigo e a necessidade de acção imediata, as autoridades recorrem à memória coletiva do devastador ciclone Dineo, que atingiu Inhambane em 2017. Meque recorda que a dimensão dos efeitos do Dineo deve servir de alerta para a magnitude do fenómeno que se aproxima. Para além de Inhambane, os distritos costeiros das províncias de Gaza e Sofala também estão na rota prevista do ciclone, exigindo atenção redobrada.
Comunidades Atentas e Colaborativas
Apesar da gravidade da situação, há sinais encorajadores da resposta comunitária. Residentes de Massinga e Morrumbene, por exemplo, ouvidos pela Rádio Moçambique, garantiram estar a assimilar as mensagens de prevenção transmitidas pelas autoridades. Este engajamento demonstra uma colaboração ativa das populações na preparação para mitigar os impactos do Gezani.



