Sociedade

Troca de bebé em Maputo? SERNIC usa DNA para apurar verdade

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Maputo está a conduzir exames de ADN para esclarecer a alegada troca de um recém-nascido, falecido no Hospital Geral José Macamo, um caso que gerou forte contestação por parte da família da parturiente.

A investigação criminal foi desencadeada após a denúncia da família, que suspeita de uma substituição do bebé logo após o parto. A mãe e a criança foram transferidas do Centro de Saúde de Muhalaze, na Matola, para o Hospital José Macamo, onde o óbito foi declarado.

De acordo com João Adriano, porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo, as amostras biológicas já foram recolhidas, e os resultados dos testes de ADN são aguardados num prazo de 30 dias.

A versão do Hospital

A direção do Hospital Geral José Macamo emitiu um comunicado a público, negando qualquer troca e defendendo que o bebé falecido pertence, de facto, à família reclamante. Segundo a unidade sanitária, o recém-nascido de Rabaca Nhambe deu entrada a 11 de Junho com um quadro clínico de asfixia grave, apresentando ainda queimaduras nos membros superiores e na coxa direita, e o seu estado era crítico.

Apesar dos intensos esforços da equipa médica na Unidade de Neonatologia, a criança não resistiu e o óbito foi declarado no dia seguinte, às 5:15 horas.

O conflito surgiu no momento da identificação do corpo, quando os familiares se recusaram a reconhecer o cadáver. Eles alegaram que as características físicas não correspondiam às do bebé da parturiente, sugerindo que este teria sido trocado por outro internado na mesma unidade. O caso prossegue agora sob a alçada das autoridades de investigação para os devidos trâmites legais.

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