Nacional

Governo diz que o relatório do Banco Mundial limitou-se em analisar a pobreza em Moçambique

A Ministra das Finanças de Moçambique, Carla Louveira, contestou recentemente o relatório do Banco Mundial que posiciona o país como o segundo mais pobre do mundo, argumentando que a avaliação se baseou em dados desatualizados e numa metodologia limitada.

Louveira explicou que o relatório utilizou informações recolhidas em 2019, um período marcado pelo início da pandemia de COVID-19, pelo recrudescimento dos conflitos em Cabo Delgado e por severos impactos climáticos. Esta base temporal, segundo a governante, não reflete a realidade atual do país e distorce a percepção sobre o desenvolvimento moçambicano.

A ministra sublinhou que a análise do Banco Mundial focou-se exclusivamente na “pobreza de consumo”, que mede a capacidade das famílias moçambicanas de adquirir a cesta básica. Ela defendeu que, se fossem considerados dados mais recentes e uma metodologia mais abrangente, a situação de Moçambique seria apresentada de forma diferente e mais favorável em comparação com outras nações.

Além disso, Carla Louveira criticou a disparidade na base de dados usada para Moçambique em relação a outros países, onde foram aplicados inquéritos mais recentes aos agregados familiares. Ela frisou que uma comparação equitativa com dados atuais revelaria uma “fotografia” distinta e mais positiva do desenvolvimento moçambicano.

A posição do Governo surge uma semana após ter prometido reagir publicamente às conclusões do relatório do Banco Mundial, que gerou debate e preocupação no cenário nacional.

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