Chapo destaca decisão corajosa de Moçambique liquidar sua dívida com FMI

O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, destacou hoje a liquidação total e antecipada da dívida de 701,4 milhões de dólares de Moçambique com o Fundo Monetário Internacional (FMI), classificando-a como uma decisão corajosa e responsável do Governo que visa trazer dignidade ao povo moçambicano.

Durante a abertura da quinta sessão ordinária do Comité Central do partido, Chapo sublinhou que esta medida deve ser interpretada como um sinal claro da responsabilidade macroeconómica do País e do reforço da sua estabilidade a nível internacional. A decisão demonstra a capacidade de Moçambique em gerir as suas finanças de forma prudente.

Daniel Chapo reafirmou o compromisso de Moçambique em fortalecer a parceria estratégica com o FMI e outros parceiros bilaterais e multilaterais. “Continuaremos a adoptar medidas que estimulem a produção interna, a atracção de mais investimentos, através do fortalecimento de um ambiente de negócios mais favorável e uma economia cada vez mais competitiva”, afirmou o Presidente.
Paz e Segurança Nacional: Prioridade Inegociável
Além das questões económicas, Chapo defendeu uma reflexão profunda e realista sobre a paz e segurança nacional, reiterando que a segurança é uma prioridade inegociável da sua governação. Reafirmou ao Comité Central o compromisso com os objectivos da política de defesa e segurança, que incluem a defesa da independência e soberania nacional, a integridade territorial e o fortalecimento dos mecanismos de prevenção e combate a todos os tipos de crimes.
O Presidente da Frelimo alertou para as táticas dos grupos terroristas, que atualmente recorrem a sequestros para obter resgates, bem como à intimidação psicológica das populações. Estes grupos procuram infiltrar-se em comunidades vulneráveis para garantir apoio logístico e financiamento às suas operações.
Chapo detalhou ainda que os terroristas utilizam emboscadas, movimentos dispersos, incursões esporádicas e engenhos explosivos improvisados para destruir infraestruturas, semear luto e medo. O objetivo é gerar um ambiente de exaustão social e dividir o povo moçambicano.



