Segurança

Terrorismo: Chapo não tem informações sobre fim das missões militares do Ruanda e UE

O Presidente da República, Daniel Chapo, declarou em Bruxelas, Bélgica, que não possui informações oficiais sobre o alegado término das missões militares do Ruanda e da União Europeia (UE) em Moçambique. Apesar dos rumores, o Chefe de Estado assegura que as missões estão ativas e as decisões sobre o seu futuro serão tomadas apenas nos prazos estabelecidos.

Missões Ativas e Rumores Persistentes

Daniel Chapo esclareceu que, até ao momento, as missões militares do Ruanda e da UE continuam a operar em Moçambique. Ele reconheceu estar ciente dos rumores sobre o seu fim, mas sublinhou a ausência de qualquer comunicação oficial nesse sentido. “Nós também estamos a ouvir essas vozes. Não temos nenhuma informação oficial do término destas missões. O que temos é que o conceito de missão começa e termina. Portanto, é um período normal,” afirmou o Presidente.

Segundo o Chefe de Estado, a definição sobre o futuro das duas missões, cruciais no combate ao terrorismo no Norte de Moçambique, será tomada quando os prazos estabelecidos para as mesmas chegarem ao fim, previstos para maio e junho. Até lá, o trabalho conjunto prossegue normalmente.

Compromisso com a Segurança Nacional

O Presidente Chapo reiterou o compromisso do governo em assegurar que, independentemente das decisões futuras sobre as missões, o país não seja prejudicado nos seus esforços contínuos de combate ao terrorismo, que afeta principalmente a província de Cabo Delgado.

Contexto das Missões Militares

Atualmente, o Ruanda mantém cerca de cinco mil militares em Cabo Delgado, onde apoiam ativamente as Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas no combate aos grupos terroristas. Recentemente, o Ruanda expressou a possibilidade de retirar as suas tropas do Teatro Operacional Norte caso a União Europeia interrompa o financiamento da operação de apoio.

Por outro lado, a Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) foca-se na capacitação técnica das forças moçambicanas, atuando fora do terreno de combate direto, mas fortalecendo a capacidade do país para enfrentar a insurgência.

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