Preço do petróleo cai enquanto EUA e aliados procuram aumentar a oferta

Os preços do petróleo registaram uma queda de mais de 1% recentemente, à medida que os Estados Unidos da América (EUA) e os seus aliados delinearam medidas para enfrentar a crise de abastecimento. Nações europeias, Japão e Canadá uniram-se para garantir a passagem segura de navios pelo estratégico Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte global de petróleo.

Queda nos Preços e Esforços Globais
Os contratos futuros do petróleo Brent para maio desceram 1,58 dólares, ou 1,45%, fixando-se em 107,07 dólares por barril. Similarmente, os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para abril recuaram 1,30 dólares, ou 1,35%, para 94,84 dólares. Esta descida reflete uma resposta do mercado aos esforços concertados para estabilizar o fornecimento e mitigar as tensões geopolíticas que afetam as rotas de transporte.

A iniciativa dos EUA e dos seus aliados visa aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, que têm sido voláteis devido às interrupções no fornecimento. A segurança do Estreito de Ormuz é vital, pois por ele transita cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
Perspetivas de Mercado e Desafios Futuros
Apesar da recente queda, os analistas mantêm uma perspetiva de preços elevados a longo prazo, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanecer sob ameaça. Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, sublinhou que “a possibilidade de uma rápida reversão nos preços da energia é improvável, pois já houve danos à produção. O facto é que temos um mercado restrito”.
Giovanni Staunovo, analista do UBS, reforçou esta ideia, afirmando que “enquanto o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz permanecer restrito, a meu ver, o caminho de menor resistência para os preços do petróleo bruto continua sendo o de alta”.
Fatih Birol, Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia (IEA), alertou que a restauração completa do fluxo de petróleo e gás do Golfo Pérsico pode demorar até seis meses, e que tanto os políticos quanto os mercados estão a subestimar a magnitude desta interrupção. Adicionalmente, há relatos de que a administração Trump estaria a considerar planos para ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg, numa tentativa de pressionar o Irão a reabrir o Estreito de Ormuz, o que poderá gerar novas interrupções no fornecimento.



