Parlamento aposta na formação em Mandarim para jovens deputados

O Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) da Assembleia da República de Moçambique manifestou a intenção de capacitar os seus membros com formação em Mandarim, uma iniciativa que visa fortalecer as competências dos jovens deputados no cenário da diplomacia parlamentar internacional.

Parceria Estratégica para o Desenvolvimento Linguístico
A proposta de formação surge de uma cooperação em potencial com o Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). A intenção foi formalizada durante um encontro recente em Maputo, onde representantes do GJP e do Instituto Confúcio se reuniram para discutir a viabilidade e os mecanismos de implementação deste programa de ensino da língua chinesa.

Inocêncio Fani, presidente do GJP, sublinhou a importância de os jovens parlamentares dominarem diversas línguas. Segundo Fani, o Mandarim, sendo uma das línguas mais faladas globalmente, permitirá uma interação mais eficaz e aprofundada com deputados de outras nações, essencial para a diplomacia moderna.
Receptividade e Próximos Passos
A ideia foi calorosamente recebida pelo Instituto Confúcio. Jichao Liu, diretor do instituto pela parte chinesa, expressou total disponibilidade para acolher os jovens deputados. Liu destacou o crescimento global do Mandarim e a crescente presença de investimentos chineses em Moçambique, que geram empregos para a mão-de-obra local, realçando a relevância prática de aprender a língua.
Com a intenção já estabelecida e aceite, os próximos passos incluem uma visita às instalações do Instituto Confúcio para avaliar as condições existentes e definir a modalidade de formação mais adequada. Esta iniciativa, conforme uma nota informativa da Assembleia da República, marca um passo significativo no desenvolvimento das capacidades dos jovens líderes parlamentares moçambicanos.



