Pólitica

Militantes da Frelimo preparam próximos pleitos

Os militantes da Frelimo, o partido no poder em Moçambique, estão a ser chamados a uma preparação intensa para os próximos pleitos eleitorais. A mensagem é clara: apesar das vitórias alcançadas nos anos recentes, o “inimigo” não desarmou e continua a procurar novas formas de desestabilizar o país e a liderança do partido.

Alerta sobre Desafios e Estratégias Inimigas

Foi Francisco Mucanheia, membro da Comissão Política da Frelimo e chefe da brigada central de assistência à província de Maputo, quem fez este alerta durante a VII Sessão Ordinária do Comité Provincial do partido, que decorreu na Matola. Mucanheia sublinhou a necessidade de uma forte preparação para os desafios e lutas futuras, descrevendo-os como “gigantescos”.

O dirigente da Frelimo avisou que o “inimigo” está sempre presente, a traçar novas estratégias e táticas para contra-atacar e tentar um “golpe final”. Ele mencionou uma suposta campanha em curso, que visa destruir os partidos libertadores em África, resultando frequentemente em desordem, pilhagens e perdas de vidas humanas, como se observou em eventos recentes em Moçambique e na Tanzânia.

Segundo Mucanheia, a desordem que se seguiu às últimas eleições enquadra-se numa estratégia global de manipulação política para provocar “mudanças de regime” em África. Ele destacou um esforço de várias décadas para alterar o curso da história de países africanos recém-independentes, com Moçambique a ser um alvo prioritário.

Maputo: Epicentro de uma Estratégia Deliberada

A província de Maputo, particularmente a cidade da Matola, foi uma das mais fustigadas durante as manifestações, com a destruição de vários estabelecimentos comerciais e bancários. O membro da Comissão Política da Frelimo afirmou que a intensificação destas destruições foi a concretização de uma estratégia desenhada para destruir a economia nacional e a liderança da Frelimo.

Mucanheia explicou que a escolha da província de Maputo como “epicentro da confusão não foi aleatória”. Sendo a capital económica do país e albergando o maior parque industrial na Matola, paralisar esta província significaria “estrangular a economia nacional”.

Ele concluiu que esta foi uma ação “deliberada, meticulosamente preparada por serviços de inteligência bem financiados que, há várias décadas, procuram destruir a Frelimo para voltarem a colonizar e a dominar Moçambique, com o objetivo central de controlar e explorar os nossos recursos estratégicos”. Assim, a Frelimo reforça a importância da vigilância e preparação contínua dos seus militantes para os próximos embates políticos.

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