Transporte

Maputo: Transportadores semi-colectivos ameaçam agravar o preço devido à escassez de combustíveis

Os transportadores semi-colectivos de passageiros, popularmente conhecidos como “chapas”, em Maputo, estão a ponderar um aumento nas tarifas de transporte. Esta medida surge como uma resposta direta à crescente escassez de combustíveis que tem vindo a afectar a capital moçambicana, gerando preocupação tanto entre os operadores do sector quanto nos utentes.

Ameaça de Agravamento das Tarifas

A Associação dos Transportadores Rodoviários da Cidade de Maputo (ATROMAP), através do seu presidente, Baptista Maculuve, afirmou que o agravamento do preço do “chapa” pode ser inevitável. Segundo Maculuve, embora a decisão final sobre as tarifas caiba ao Governo, sem subsídios que compensem os crescentes custos operacionais, os transportadores veem-se sem alternativas para manter os veículos em circulação.

“O desejo é subir para fazer face aos custos operacionais. Quem decide as tarifas é o Governo”, explicou Maculuve em entrevista à DW, sublinhando a dificuldade de manter a rentabilidade e a prestação do serviço com os actuais custos e a intermitência no abastecimento de combustível.

O Cenário da Escassez e a Posição Governamental

Nos últimos dias, a cidade de Maputo tem registado longas filas nos postos de abastecimento, evidenciando os constrangimentos na distribuição de combustível. Esta situação tem gerado um clima de incerteza e preocupação generalizada entre os cidadãos e os operadores de transporte público.

É importante recordar que o Presidente da República, Daniel Chapo, já havia alertado para a possibilidade de subida dos preços dos combustíveis nos próximos meses, caso o conflito no Médio Oriente persista. Contudo, o Chefe de Estado tranquilizou a população, garantindo que o país possui reservas suficientes para aguentar por um determinado período. Chapo também referiu que o aumento de preços em algumas regiões específicas pode estar ligado à falta de infraestruturas como portos e depósitos, e não a um alarme nacional generalizado de escassez absoluta.

A ATROMAP reitera que, se o Governo não intervir com medidas de apoio e subsídios, a única forma de os transportadores conseguirem cobrir os seus custos e continuar a prestar o serviço será através do ajuste das tarifas, uma decisão que impactaria diretamente o bolso dos moçambicanos que dependem do transporte público.

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