Economia

Lucas Chachine alerta para necessidade de coordenação no sector agrícola para evitar custos

A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) está a puxar pela necessidade urgente de uma coordenação forte no sector agrícola. O objetivo é claro: aumentar a produção nacional e garantir que os produtos feitos cá em Moçambique sejam comprados, para evitar que os preços subam no mercado.

A Visão da Câmara de Comércio

O alerta vem do presidente da CCM, Lucas Chachine, que sublinhou a importância de um esforço conjunto e uma boa articulação entre todos os que trabalham no sector produtivo. Para Chachine, se não houver esta coordenação, os custos no mercado podem ficar mais altos. Ele defende que comprar o que já se produz no país é a melhor forma de apoiar os agricultores moçambicanos e assegurar que as suas colheitas não ficam paradas.

Novas Regras para Importação de Cereais

Esta discussão aconteceu durante um encontro estratégico com o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM). A reunião serviu para esclarecer as novas regras do governo que dão ao ICM a responsabilidade de gerir as importações de arroz desde fevereiro. A partir de 1 de maio, o trigo também vai passar a ser gerido pelo ICM.

Luís Fazenda, diretor do ICM, explicou que estas medidas foram criadas para trazer mais transparência e dinamismo à economia moçambicana. “As novas regras procuram combater a subfacturação, melhorar o processo de importação e, ao mesmo tempo, dar um empurrão à produção nacional”, afirmou o responsável. Adiantou ainda que o Banco de Moçambique e várias instituições bancárias vão estar diretamente envolvidas na implementação.

Preocupações do Sector Privado e Respostas do Governo

Apesar das explicações, a classe empresarial, através da CCM, manifestou algumas preocupações sobre como estas mudanças vão funcionar na prática. A principal inquietação é a falta de um regulamento detalhado que defina de forma clara os critérios para fixar preços, os custos associados à importação e como as quotas específicas vão ser estabelecidas.

Em resposta a estas questões, o Instituto de Cereais de Moçambique garantiu que o regulamento necessário já está em fase de aprovação. O ICM reiterou que o objetivo final é uma redução gradual das importações, à medida que a capacidade de produção interna se fortalece e se consolida com as novas regras.

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