Hospitais de Maputo quase sem medicamentos e insumos essenciais

Os hospitais públicos da capital moçambicana, Maputo, estão a enfrentar uma crise grave, com a escassez de medicamentos e insumos essenciais a comprometer seriamente a capacidade de atendimento à população.

Uma investigação recente da STV revelou a dimensão do problema, indicando que o setor de saúde acumula uma dívida superior a 10 mil milhões de meticais, agravando a falta crónica de recursos.

A situação é tão crítica que os pacientes são frequentemente orientados a procurar medicamentos básicos, como paracetamol, em farmácias privadas, algo que deveria estar prontamente disponível nas unidades sanitárias estatais.
Para além da falta de fármacos, os hospitais debatem-se com a carência de materiais fundamentais para o dia-a-dia hospitalar. Luvas, máscaras e anestésicos estão em falta, impactando diretamente a realização de procedimentos médicos e cirúrgicos indispensáveis.
A investigação da STV recorreu a documentos exclusivos e câmaras ocultas para expor a precariedade das condições e a urgência de reformas profundas no sistema de saúde. Esta realidade afeta de forma mais severa os grupos mais vulneráveis, que dependem exclusivamente dos serviços públicos para os seus cuidados de saúde.
É imperativo que haja uma intervenção governamental célere e um apoio institucional robusto para restaurar a funcionalidade dos hospitais de Maputo e garantir que todos os cidadãos tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, um direito básico que está a ser negado.



