Gueta Chapo insta lideranças comunitárias a intensificarem combate às uniões prematuras

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, desafiou recentemente as lideranças comunitárias de Cabo Delgado a assumirem um papel proativo e decisivo no combate às uniões prematuras e a outras formas de abuso que prejudicam as camadas mais vulneráveis da sociedade moçambicana.

Um Apelo Urgente Contra Abusos
Falando na cidade de Pemba, durante um encontro com líderes comunitários no âmbito da sua visita de trabalho à província, Gueta Chapo sublinhou que a posição de influência ocupada por estes líderes deve ser usada de forma mais assertiva. Ela enfatizou a necessidade de denunciar crimes e de proteger as crianças e adolescentes, que são frequentemente as maiores vítimas destas práticas.

Educação e Tradição: Um Equilíbrio Necessário
A Primeira-Dama apelou igualmente para a harmonização das tradições locais com o calendário escolar. Ela explicou que certas práticas culturais, quando realizadas em período letivo, podem comprometer seriamente o aproveitamento escolar dos alunos. Gueta Chapo foi clara ao afirmar:
“Denunciem as uniões prematuras que não sejam consentidas. Continuem a sensibilizar a comunidade a não enviar as nossas raparigas e rapazes ao rito de iniciação no tempo letivo, porque isso prejudica o seu ensino e aprendizagem. O rito de iniciação é a nossa tradição, devemos fazer sim, mas também devemos obedecer ao calendário escolar.”
A esposa do Presidente da República expressou ainda a sua gratidão ao governo provincial pelo empenho no bem-estar da população. Aproveitou a ocasião para esclarecer o adiamento da entrega de bicicletas, inicialmente prevista para o ano passado, explicando que a sua agenda estava muito apertada e que a entrega em Cabo Delgado ficou agendada para este ano.
A visita da Primeira-Dama coincidiu com o mês sagrado do Ramadão. Parceiros ofereceram kits de cesta básica, compostos por arroz, farinha, açúcar, feijão e óleo, destinados aos líderes comunitários. Este gesto visa apoiar as famílias durante o período de jejum, demonstrando solidariedade e apoio às comunidades locais.



