Sociedade

Governo sem registo sobre cidadãos nacionais mortos ou feridos no Médio Oriente

O Governo moçambicano anunciou esta terça-feira que, até ao momento, não tem qualquer registo de cidadãos nacionais mortos ou feridos no conflito que se desenrola no Médio Oriente. A informação foi partilhada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após a reunião semanal do órgão na capital.

Situação dos Moçambicanos na Região

De acordo com os dados apresentados, existem atualmente 681 moçambicanos a viver na região do Médio Oriente. Após contactos com as missões diplomáticas do país, foi confirmado que todos os cidadãos nacionais se encontram bem de saúde e em segurança, apesar da escalada da violência.

A maioria destes moçambicanos está distribuída pelo Qatar e Emirados Árabes Unidos, com cerca de 300 em cada um. Há ainda aproximadamente 100 na Arábia Saudita, 12 em Israel e um no Bahrein. Face ao aumento da tensão, as embaixadas moçambicanas na área emitiram comunicados a pedir vigilância e prudência, aconselhando os cidadãos a seguir as orientações das autoridades locais.

Esforços e Plano de Contingência

O Executivo moçambicano está também a tentar contactar outros nacionais em Chipre e no Kuwait, bem como viajantes que possam estar em trânsito nos aeroportos de Doha e Dubai, que foram afetados pelo encerramento do espaço aéreo. Para facilitar a assistência, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai disponibilizar informações e contactos diretos na sua página oficial na internet.

Inocêncio Impissa sublinhou que, embora não haja um plano de retirada imediata em curso, o Governo está a monitorizar de perto a situação através de um plano de contingência. O porta-voz explicou que este plano está a ser estudado e já inclui dados sobre a localização dos cidadãos, não descartando a possibilidade de uma evacuação futura, dependendo das necessidades.

Impactos Económicos e Cenário de Conflito

Além da segurança dos cidadãos, o Governo criou um grupo multissectorial para avaliar os possíveis impactos económicos do conflito em Moçambique, com foco especial no preço dos combustíveis. Impissa referiu que está em curso um “estudo aprofundado” sobre a crise e pediu tempo para que o grupo técnico conclua a sua análise antes de qualquer posicionamento oficial.

A tensão na região continua elevada, marcando o quarto dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão, com ataques no Golfo e bombardeamentos contínuos no território iraniano e no Líbano. Esta situação mantém as autoridades moçambicanas em estado de alerta máximo.

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