Economia

Dívida pública em risco: Banco Mundial pede reformas urgentes em Moçambique

O Banco Mundial lançou um alerta sério sobre a saúde financeira de Moçambique, classificando a dívida pública do país como insustentável e em incumprimento. Esta situação exige reformas fiscais urgentes para evitar um agravamento da crise económica.

A Gravidade da Situação

No seu mais recente relatório de Atualização Económica para Moçambique, a instituição financeira internacional sublinha que o país tem registado atrasos significativos no pagamento do serviço da dívida. Estes atrasos equivaliam a cerca de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2025, um indicador que acende a luz vermelha sobre os riscos que as finanças públicas moçambicanas enfrentam.

O documento revela ainda que o Governo tem recorrido cada vez mais ao financiamento interno, em particular junto do Banco Central. Este apoio atingiu impressionantes 6% do PIB em dezembro do mesmo ano. Além disso, o Banco Mundial aponta que o Estado não conseguiu cumprir com os pagamentos de capital ao próprio Banco Central durante os anos de 2024 e 2025, o que agrava a preocupação.

O Caminho para a Estabilidade

Perante este cenário preocupante, a Atualização Económica de Moçambique, intitulada “Da fragilidade à estabilidade – Porque as reformas fiscais não podem esperar”, defende a implementação imediata de reformas fiscais. Estas medidas são cruciais para restaurar a sustentabilidade financeira do país e reduzir os riscos para a economia nacional.

Entre as reformas propostas, destacam-se a necessidade de um maior controlo da despesa pública, o reforço da arrecadação de receitas e uma melhoria substancial na gestão da dívida. O objetivo é claro: garantir que Moçambique consiga honrar os seus compromissos e construir uma base económica mais sólida e resiliente para o futuro.

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