Director do antiterrorismo americano renuncia ao cargo e nega ameaça do Irã aos EUA

Joseph Kent, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, anunciou a sua demissão nesta terça-feira, 17 de março, conforme noticiado pela imprensa internacional. A sua saída ocorre em protesto contra a guerra em curso no Irão, que ele classifica como um conflito sem benefícios claros para o povo americano.

Numa carta aberta, Kent, que é um veterano das forças especiais norte-americanas e da CIA, de 45 anos, sublinhou que o Irão não representa uma ameaça iminente para a nação. Ele argumentou que o Presidente Donald Trump foi, na sua visão, enganado por uma “câmara de eco” – um grupo de funcionários estrangeiros e setores da comunicação social que prometiam uma vitória rápida, mas que o conduziram a uma armadilha.

O agora ex-diretor atribuiu o início das hostilidades à influência direta do governo de Israel e do seu lobby sobre a administração Trump. Esta renúncia expõe fissuras na base de apoio do ex-Presidente, que se elegeu, em parte, com um discurso crítico às intervenções militares externas.
Kent comparou a estratégia atual às táticas usadas para envolver os EUA na guerra do Iraque, alertando para o risco de uma nova e perigosa armadilha militar no Médio Oriente. A sua decisão ganha um contorno pessoal dramático, pois ele recordou a perda da sua esposa, a militar Shannon Kent, num ataque na Síria, afirmando que não permitiria que a próxima geração fosse enviada para morrer numa “guerra fabricada”.
A posição de Joseph Kent ecoa declarações anteriores da diretora do Escritório Nacional de Inteligência (DNI), Tulsi Gabbard, que em 2025 já havia negado a existência de um programa de armas nucleares ativo no Irão.



