Clima

“Comportamento do clima mudou”

O comportamento do clima em Moçambique mudou, e os fenómenos meteorológicos extremos são uma realidade cada vez mais frequente. Adérito Aramuge, director-geral do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), alertou para a necessidade de o país se adaptar a esta nova realidade, destacando a urgência de investimento em equipamentos para melhorar a previsão e o aviso antecipado.

A Realidade das Mudanças Climáticas em Moçambique

Em entrevista ao jornal “domingo”, Adérito Aramuge sublinhou que a celebração do Dia Mundial da Meteorologia focou-se na crescente ocorrência de eventos climáticos severos, como chuvas intensas e ciclones, que têm causado grandes estragos. Segundo ele, Moçambique, pela sua localização geográfica, é particularmente vulnerável a estes fenómenos, que se tornarão ainda mais severos no futuro.

O director-geral do INAM referiu-se ao Acordo de Paris, que estabelece o compromisso de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A mitigação passa pela redução do aquecimento global e da desflorestação, enquanto a adaptação exige que a população aprenda a conviver com eventos de maior magnitude para minimizar os seus impactos.

O Papel Crucial do INAM e os Desafios de Equipamento

O INAM desempenha um papel fundamental na criação de resiliência através do seu sistema de aviso prévio. Aramuge frisou que a instituição tem fornecido informações meteorológicas de qualidade e com antecedência, visando que as comunidades possam preparar-se e evitar ser severamente afectadas pelos desastres naturais.

Contudo, o sistema enfrenta limitações significativas. A rede de observação meteorológica cobre apenas cerca de 50% do território nacional. Para uma cobertura eficaz e informações mais detalhadas e precisas, o INAM necessita de um investimento de aproximadamente 80 milhões de dólares.

Necessidade Urgente de Mais Radares e Estações

Para superar estas lacunas, o INAM planeia instalar pelo menos sete novos radares em zonas estratégicas do país, que possui uma extensão de cerca de 800 mil quilómetros quadrados. Estes radares são cruciais para a captação e recolha de dados meteorológicos mais pormenorizados.

Além disso, o director-geral destacou a importância de expandir a rede de estações de detecção de relâmpagos. Este investimento é justificado pela observação de que as descargas atmosféricas têm-se tornado mais fortes e frequentes, representando um risco crescente para a população e infraestruturas. O objectivo final é fornecer informações precisas e em tempo real para que os cidadãos possam adoptar medidas preventivas eficazes.

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