Caso Muchanga: “Não é o tribunal que decide como a RENAMO se governa”, avisa Manteigas

O Presidente da Mesa do Conselho Nacional da RENAMO, José Manteigas, manifestou-se de forma veemente contra a providência cautelar interposta por António Muchanga, que visa anular a sua suspensão do partido. Manteigas defende que os assuntos internos da organização devem ser resolvidos dentro da própria “família política”, e não levados a instâncias judiciais.

Conflito Interno e a Posição de Manteigas
Em declarações recentes, José Manteigas classificou a atitude de Muchanga como “inglória”, sublinhando que a iniciativa de recorrer aos tribunais viola as normas de convivência do partido. Segundo o dirigente, a RENAMO possui mecanismos claros para gerir desentendimentos entre os seus membros, priorizando sempre o diálogo interno.

“Não é o tribunal que vai decidir como a RENAMO se deve governar”, afirmou Manteigas, reforçando que a resolução dos problemas do partido cabe aos seus próprios membros, como “irmãos”, e não a entidades externas.
Acusações de Autopromoção e Estabilidade do Partido
A liderança da RENAMO acusa António Muchanga de tentar promover-se à custa da imagem do partido. Manteigas recordou que a relevância política de Muchanga está intrinsecamente ligada à RENAMO, e que “ninguém está acima das normas internas” da organização. “Muchanga não pode cuspir no prato onde ele comeu”, sentenciou Manteigas, numa crítica direta ao deputado.
Apesar deste conflito público, José Manteigas garantiu que a RENAMO se mantém coesa e estável, desmistificando qualquer ideia de fragmentação. O foco do partido, segundo ele, continua inalterado: a conquista do poder nas próximas eleições. Manteigas assegurou que a organização sairá fortalecida destes desafios internos.



