Agente do UIR flagrado vender peças para carro apreendidas no Estrela Vermelha

Um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi flagrado a tentar vender peças de veículos que tinham sido apreendidas na semana passada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). O incidente, ocorrido no mercado Estrela Vermelha, levanta sérias questões sobre a conduta e integridade de membros das forças de segurança.

As peças em questão — incluindo holofotes “spotlights” e outros acessórios — faziam parte de um vasto lote apreendido pelo SERNIC em operações contra o comércio ilegal. Estas fiscalizações ocorreram em três mercados informais: o Estrela Vermelha e Praça dos Touros, na cidade de Maputo, e “Majogar”, na cidade da Matola, resultando na apreensão de cerca de 70 toneladas de material em apenas um dia.

Agente envolvido na própria operação de apreensão
Consta que o agente da UIR flagrado fazia parte do grupo destacado para a operação de fiscalização que ocorreu no sábado. Ele foi surpreendido precisamente no mercado Estrela Vermelha, local onde as peças estavam a ser comercializadas. A sua tentativa de vender os bens apreendidos por ele e a sua equipa chocou a opinião pública e as autoridades.
O problema do furto e venda de peças de carro em Maputo
Este caso ganha ainda mais relevância num cenário de crescente preocupação com o furto de peças de veículos em Moçambique. Na semana anterior à operação do SERNIC, imagens circularam nas redes sociais mostrando um cidadão que, indignado pelo furto de uma peça do seu carro, conseguiu recuperá-la no mercado Estrela Vermelha, sem o apoio da polícia, já preparada para a venda. Este episódio anterior sublinhou a dimensão do problema e a aparente impunidade com que estas atividades ocorrem, agora agravada pela suspeita de envolvimento de agentes da lei.



