União Europeia apela à inclusão de Venâncio Mondlane no Diálogo Nacional Inclusivo

A União Europeia (UE) sublinhou a importância da participação de todas as vozes relevantes no Diálogo Nacional Inclusivo em Moçambique, apelando especificamente à inclusão de Venâncio Mondlane para garantir a credibilidade e eficácia do processo.

Encontro com Embaixadores da UE
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) reuniu-se recentemente, no dia 11 de fevereiro, com os embaixadores da União Europeia acreditados em Moçambique. O encontro teve como objetivo fazer um balanço do andamento do processo e reafirmar os compromissos para a sua boa condução.

Na ocasião, o governo moçambicano reiterou o seu firme compromisso em alcançar os objetivos definidos para o diálogo, enfatizando que se trata de um processo liderado internamente, com foco na estabilidade política e na reconciliação do país.
A Posição da União Europeia
Os representantes da União Europeia manifestaram respeito pela forma como Moçambique tem gerido o diálogo. Contudo, defenderam veementemente a necessidade de integrar todas as partes interessadas, incluindo figuras políticas de peso. O embaixador da UE, Antonino Maggiore, destacou a relevância da participação de Venâncio Mondlane.
“Não vamos agora precipitar-nos a entrar nas questões mais dinâmicas. É um processo moçambicano. Posso apenas destacar, como União Europeia, que desde o início indicámos a oportunidade e a necessidade de incluir o engenheiro Venâncio Mondlane no processo do diálogo nacional inclusivo. É claramente do interesse do processo incluir todas as vozes relevantes no país”, afirmou Maggiore, em declarações à STV.
A UE reforçou que a credibilidade e o sucesso do diálogo dependem da participação abrangente de diversos atores políticos e sociais. Apesar de Venâncio Mondlane não fazer parte formalmente da estrutura do diálogo, o seu partido, Anamola, já submeteu contribuições e propostas à Comissão Técnica.
Objetivos do Diálogo e Debates Atuais
O Diálogo Nacional Inclusivo foi estabelecido para promover consensos sobre reformas políticas e institucionais, num cenário marcado por tensões pós-eleitorais. Contudo, a questão da inclusão de certas personalidades políticas continua a ser um tema de debate aceso no espaço público moçambicano.



