Rússia reforça restrições a WhatsApp, YouTube e Telegram

As autoridades russas têm vindo a apertar o cerco a algumas das plataformas digitais mais usadas, como o WhatsApp, YouTube e Telegram. Esta acção faz parte de uma estratégia do governo para controlar o fluxo de informação na internet e dar preferência a serviços desenvolvidos localmente.

De acordo com relatos da agência Reuters, o acesso ao WhatsApp e ao YouTube está agora bastante limitado ou mesmo bloqueado em grande parte do território russo. Para conseguir utilizar estas aplicações, os cidadãos são forçados a recorrer a redes privadas virtuais (VPN) ou outras ferramentas que permitem contornar a censura imposta.

O Telegram, por outro lado, ainda consegue funcionar em várias zonas do país, mas não sem dificuldades. O regulador russo Roskomnadzor tem aplicado restrições e provocado lentidões propositadas, dificultando a sua utilização e a comunicação.
Especialistas na área digital alertam que estas medidas são um passo importante na criação de uma ‘internet soberana’, conhecida como Runet. O objectivo é diminuir a dependência de plataformas estrangeiras, substituindo-as gradualmente por alternativas russas. Esta política visa reforçar o controlo do Estado sobre o espaço digital.
Para os cidadãos russos, o impacto é significativo. Muitos veem-se obrigados a procurar e usar ferramentas para contornar os bloqueios, o que torna a comunicação digital mais complexa e limitada, afectando o seu acesso à informação e a sua liberdade de expressão.



