Primeira-Ministra defende redução de assimetrias na provisão da água

A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, sublinhou a importância de diminuir as diferenças no acesso à água e saneamento em todo o país. A governante defende que a reorganização do setor visa garantir que estes serviços cheguem a todos de forma justa e eficiente, equilibrando a distribuição de recursos.

Equidade e Sustentabilidade no Abastecimento
Durante a cerimónia de tomada de posse dos novos líderes do Fundo de Investimento de Património de Água e Saneamento (FIPAAS, FP) e das Águas de Moçambique (AdeM, IP), em Maputo, a Primeira-Ministra lançou um apelo claro. Pediu aos empossados que trabalhem arduamente para reduzir as desigualdades no abastecimento de água e saneamento entre as áreas urbanas e rurais.

Maria Benvinda Levi enfatizou ainda a necessidade de promover a sustentabilidade de todo o sector e de acelerar o cumprimento das metas estabelecidas no Programa Quinquenal do Governo para 2025-2029, bem como dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas até 2030.
Planeamento Coordenado e Investimento Privado
A governante deixou recomendações importantes para os novos dirigentes. Entre elas, destacou que o planeamento de novas infraestruturas de água e saneamento deve ser feito em estreita colaboração com os órgãos de governação descentralizada, as autarquias locais e outros parceiros relevantes.
Insistiu também para que a gestão dos programas de investimento no sector seja transparente, criteriosa e que garanta a sustentabilidade técnica e financeira. Além disso, a Primeira-Ministra defendeu a criação de um ambiente favorável para atrair o investimento do sector privado, tanto nacional como estrangeiro, para o desenvolvimento destas infraestruturas essenciais.
Novos Líderes Empossados
Nesta cerimónia, foram oficialmente empossados Miguel Langa como presidente do Conselho de Administração do FIPAAS, FP, e Augusto Chipenembe como presidente do Conselho de Administração das Águas de Moçambique (AdeM, IP). Ambos têm agora a missão de implementar as directrizes para um acesso mais justo e eficiente à água e saneamento em Moçambique.
