Moçambique recebe apoio do banco árabe para reconstrução pós-cheias e inundações

Moçambique garantiu um importante apoio financeiro do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA) para impulsionar o seu plano de reconstrução pós-desastres naturais. Este suporte é crucial para as regiões Centro e Sul do país, severamente fustigadas por cheias e inundações desde o passado mês de dezembro.

Compromisso em Adis Abeba
O anúncio foi feito durante um encontro bilateral que decorreu à margem da 39.ª cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, recentemente concluída em Adis Abeba, Etiópia. Abdullah KH Almusaibeeh, presidente do BADEA, confirmou o apoio ao Presidente Chapo, sublinhando que a instituição tem acompanhado de perto os estragos causados pelas intempéries em Moçambique.

Almusaibeeh reiterou o compromisso do BADEA em financiar vários projetos relacionados com a recuperação e resiliência do país. “Falámos sobre vários assuntos envolvendo o BADEA e Moçambique. No que diz respeito aos desastres naturais, não vemos impedimentos, embora existam alguns desafios. Apresentamos um resumo da nossa contribuição face ao desastre ocorrido em Moçambique e vamos financiar diversos projectos relacionados com esta matéria. Ouvimos as orientações do Presidente e nós vamos ajudá-los nesse sentido”, afirmou o presidente do BADEA.
Impacto dos Desastres e Próximos Passos
A época chuvosa, que se estende de outubro a finais de março, tem sido particularmente severa. Dados recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), referentes ao período de 09 de janeiro a 10 de fevereiro, revelam que as cheias e inundações já afetaram mais de 725 mil pessoas nas regiões Centro e Sul do país. Destas, cerca de 70 mil continuam em centros de acomodação, necessitando de assistência urgente.
Para dar seguimento ao apoio, equipas técnicas do BADEA têm prevista a deslocação a Moçambique nos próximos dias. O objetivo é realizar um levantamento detalhado das necessidades no terreno, o que permitirá uma resposta mais eficaz e alinhada com o plano de reconstrução elaborado pelas autoridades moçambicanas.



